Governo corre para aprovar MP do frete sob pressão de caminhoneiros
Com validade até quinta, texto cria piso salarial de R$ 5.000 e mobiliza paralisações da categoria pelo país
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva espera conseguir a aprovação da Medida Provisória 1.343, que muda as normas do frete, nesta terça dia 14.
A proposta corre o risco de perder a validade caso não seja votada no Senado até o dia 16. Para garantir a tramitação rápida, caminhoneiros realizam mobilizações pelo Brasil com o objetivo direto de pressionar Davi Alcolumbre, atual presidente da Casa.
A medida foi editada originalmente no mês de março para conter ameaças de paralisação e já passou pela aprovação da Câmara dos Deputados em 17 de junho.
Como forma de cobrança pela votação no Senado, a categoria iniciou atos de protesto na segunda em locais estratégicos. As manifestações ocorrem nos portos de Santos, Itajaí e Suape, além da rodovia BR 040 na cidade de Luziânia. Apesar da movimentação, o fluxo de serviços segue dentro da normalidade e sem transtornos para a população.
O ministro da Secretaria da Presidência, Guilherme Boulos, foi o responsável pelas negociações iniciais e demonstrou expectativa de que a aprovação ocorra na sessão de hoje.
O texto em discussão traz mudanças diretas para o setor logístico, estipulando o valor de R$ 5.000 como piso salarial nacional para os trabalhadores de transporte de cargas com carteira assinada.
A nova regra também amplia a estrutura de fiscalização e altera a fórmula do piso mínimo do frete para incluir as despesas reais da operação, englobando custos financeiros com combustível, seguros e manutenção dos veículos.
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