Desemprego fica em 5,6% no trimestre
Pesquisa do IBGE revela o melhor cenário para o mês de maio desde 2012 e aponta mercado de trabalho em expansão.
A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,6% no trimestre encerrado em maio de 2026, uma ligeira queda em relação aos 5,8% registrados no período anterior. Os dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que este é o melhor resultado para o mês desde o início da série histórica em 2012, com 6,1 milhões de pessoas ainda em busca de recolocação profissional.
O analista da pesquisa, William Kratochwill, esclarece que essa variação reflete um aquecimento estrutural do mercado e uma expansão na capacidade de absorver mão de obra. Um reflexo positivo desse cenário foi a diminuição da população desalentada, que abrange as pessoas que desistiram de procurar emprego. Esse grupo encolheu 10,2%, o equivalente a 277 mil cidadãos a menos nessa condição, totalizando agora 2,4 milhões de pessoas.
O panorama do emprego formal e informal também apresentou estabilidade com leves melhoras. A taxa de informalidade caiu de 37,5% para 37,3% da população ocupada. O setor privado manteve 39,3 milhões de trabalhadores com registro formal e 13,4 milhões sem carteira assinada, enquanto os profissionais por conta própria somam 26 milhões. A taxa geral de subutilização da força de trabalho também apresentou melhora, recuando para 13,3%, com os subocupados por insuficiência de horas caindo para 4,1 milhões.
Algumas áreas específicas impulsionaram as contratações no período. Os setores de transporte, armazenagem e correio cresceram 3,0%, adicionando 177 mil postos. Já o bloco que engloba administração pública, defesa, educação, saúde e serviços sociais teve um aumento de 3,1%, incorporando 591 mil trabalhadores. Apesar de toda a movimentação e aquecimento das vagas, o rendimento médio real do trabalhador brasileiro permaneceu estável e fechou o trimestre avaliado em R$ 3.726.
Share this content:



Publicar comentário