Carregando agora

Procura por crédito cresce 47,75% em julho

Levantamento aponta aumento nas consultas, mas apenas 3,41% dos consumidores contrataram algum serviço de crédito

A busca dos brasileiros por crédito aumentou 47,75% em julho deste ano, na comparação com o mesmo mês de 2025. Os dados são de um levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

Entre as pessoas que consultaram opções de crédito, 53,81% eram homens e 24,71% tinham entre 40 e 49 anos. O Sudeste concentrou a maior parcela das consultas, com 45,74%, seguido pelo Nordeste, com 21,47%, Sul, com 17,46%, Centro-Oeste, com 8,49%, e Norte, com 6,84%.

Apesar do aumento na procura, apenas 3,41% dos consumidores consultados chegaram a contratar algum serviço. Entre eles, 89,34% optaram por empréstimos e 8,79% por financiamentos.

Para o presidente da CNDL, José César da Costa, a baixa efetivação dos contratos pode estar relacionada ao cenário de restrições financeiras e inadimplência. Em junho, pesquisa do PoderData apontou que 37% dos brasileiros não haviam conseguido pagar todas as contas que tinham a vencer.

No mesmo mês, dados do Banco Central mostraram que o endividamento das famílias ficou em 49,8%, mantendo estabilidade em relação a maio. Já em julho, levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) indicou que o endividamento chegou a 82%, maior percentual da série histórica pelo 6º mês consecutivo.

Segundo José César, embora o crédito seja importante para movimentar a economia e permitir a realização de projetos das famílias, o cenário de endividamento dificulta o acesso a novas linhas de empréstimos e financiamentos.

O levantamento também mostra que 38,48% das pessoas que consultaram crédito tinham algum tipo de restrição ativa. O presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Júnior, orienta que os consumidores avaliem cuidadosamente o orçamento antes de assumir novas dívidas.

Entre os grupos financeiros responsáveis pelas consultas, as instituições de intermediação monetária e depósitos à vista representaram 35,35% do total. As atividades auxiliares dos serviços financeiros responderam por 24%, concentrando juntas 59,35% das consultas realizadas no período.

Share this content:

Publicar comentário