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Cláudio Castro entra na mira da PF por esquema bilionário na Refit

Polícia cumpre 16 mandados no Rio de Janeiro na segunda fase de investigação sobre fraudes na antiga Refinaria de Manguinhos.

A Polícia Federal realizou nesta sexta-feira (14) a segunda etapa da Operação Sem Refino. O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro é um dos alvos da ação que investiga um esquema de fraudes na emissão de licenças ambientais para a antiga Refinaria de Manguinhos, atual Refit.

Ao todo, os agentes cumprem 16 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal no estado fluminense. As apurações indicam que o político teria ajudado a manter as irregularidades da empresa e praticado ocultação de bens.

Os policiais realizaram buscas em uma residência em Petrópolis que estaria ligada a Castro. O advogado do político negou que o seu cliente seja alvo da operação e afirmou que o imóvel na região serrana era apenas alugado, com contrato já encerrado meses atrás após sua saída do governo.

A Justiça também autorizou mandados contra Ana Carolina Miranda e Maurício Leite, ambos sócios da 7 Pilares Consultoria, além do advogado Antonio Carlos Santos e do empresário Luiz Fernando Gomes. Os crimes investigados incluem sonegação fiscal, manipulação de mercado, evasão de divisas, lavagem de capitais e gestão fraudulenta.

A fase inicial das investigações ocorreu em 15 de maio e resultou na apreensão de armas e cerca de R$ 1,1 milhão em moedas estrangeiras. Naquela época, a ofensiva já havia atingido Castro e o desembargador Guaraci de Campos Vianna, suspeito de favorecer a empresa em disputas judiciais e cobranças bilionárias.

O Grupo Refit, liderado por Ricardo Magro, é considerado um dos maiores devedores do país, com dívidas tributárias de aproximadamente R$ 26 bilhões. Anteriormente, a Justiça chegou a bloquear cerca de R$ 52 bilhões vinculados aos investigados e determinou a inclusão de Magro na lista da Interpol.

Cláudio Castro tem 47 anos e iniciou sua trajetória política em 2016. Em 2018, foi eleito vice-governador e assumiu o comando do Rio de Janeiro de forma efetiva em maio de 2021. Ele renunciou ao cargo em 23 de março deste ano para tentar uma vaga no Senado Federal. No dia 24 do mesmo mês, o Tribunal Superior Eleitoral o declarou inelegível por abuso de poder econômico e político.

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