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Fumaça deixa ar insalubre em Manaus e atinge nível crítico no interior

Plataforma de monitoramento registra piora na capital nesta sexta-feira e situação perigosa na cidade de Novo Airão.

Nesta sexta-feira, dia 14, Manaus registrou qualidade do ar prejudicial à saúde de grupos vulneráveis. O sistema PurpleAir indicou maior concentração de poluentes nas zonas Sul, Leste e Oeste da cidade.

Um dos sensores da capital atingiu o índice 101 na escala de qualidade, faixa considerada insalubre para idosos, crianças e pessoas com doenças respiratórias.

Outros bairros apresentaram números preocupantes, como o Centro com 98, Aleixo com 89, Tarumã com 84, São Lázaro com 78, Coroado com 72 e Zumbi dos Palmares com 57. Moradores relatam cheiro forte de queimado, evidenciando a presença de micropartículas poluentes na atmosfera.

O cenário é ainda mais extremo no interior do estado do Amazonas. O município de Novo Airão marcou o índice 672 durante a manhã. Esse valor é classificado como perigoso e ultrapassa de forma alarmante o teto de 300 da medição convencional, gerando graves riscos e possíveis impactos de saúde para todos os habitantes da região.

O monitoramento é feito com base nos padrões da agência ambiental dos Estados Unidos para analisar partículas finas, geradas principalmente por queimadas e combustíveis, que chegam de forma profunda aos pulmões.

O sistema classifica o ar com valores de 0 a 50 para qualidade boa, de 51 a 100 para moderada e de 101 a 150 como insalubre para grupos sensíveis. A marca de 151 a 200 é insalubre para a população em geral, de 201 a 300 é considerada muito insalubre e qualquer registro a partir de 301 entra na categoria de perigoso.

Os dados atuais evidenciam que a capital amazonense já abandonou a faixa moderada e que Novo Airão enfrenta uma séria emergência ambiental.

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