Hamas aceita desarmamento após acordo para retirada israelense
Decisão anunciada por Donald Trump visa encerrar a guerra em Gaza, mas grupo palestino exige que Israel cumpra suas obrigações primeiramente.
O grupo extremista palestino Hamas confirmou nesta sexta-feira, 31, que aceitou o acordo focado no seu desarmamento e no fim da guerra, exigindo em contrapartida a saída do Exército de Israel da Faixa de Gaza. Ghazi Hamad, membro da equipe de negociação, junto a 2 fontes do alto escalão, declarou à agência AFP que essa concessão busca proteger a população local contra mortes e deslocamentos.
A fiscalização da entrega do armamento ficará sob a responsabilidade do Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG). O Hamas enfatizou que a concretização das medidas exige que o lado israelense cumpra as condições previamente estabelecidas, com a supervisão ativa de mediadores internacionais e do Conselho da Paz.
A notícia veio a público na quinta-feira, 30, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebrou a resolução em suas redes sociais classificando a aprovação como histórica. O novo Conselho da Paz, criado por Trump, confirmou o cronograma e destacou que a transição de autoridade começará em breve.
O planejamento detalha que a desmilitarização palestina será seguida pela retirada das forças israelenses. A partir disso, a Força Internacional de Estabilização assumirá o território em conjunto com a nova polícia palestina, operação que recebeu o aval de Israel no domingo, 25.
O fim do poderio militar do Hamas, que administrava a região desde 2007, era o maior obstáculo das rodadas de negociação no Egito para concluir a 2ª fase do tratado de outubro. Israel ocupa atualmente mais de 60% de Gaza e condicionava qualquer avanço governamental na área à entrega total das armas.
Embora o Hamas já tenha iniciado a transferência da gestão civil para o NCAG no início de julho, o governo de Israel não emitiu a resposta oficial. Fontes políticas israelenses informaram que o documento não soluciona totalmente as demandas de desmilitarização e negaram que os detalhes tenham sido discutidos no encontro recente entre Trump e o premiê Benjamin Netanyahu.
Share this content:



Publicar comentário