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PSDB nega controle de emendas e rebate falas do líder do PL

Respostas foram enviadas ao STF após investigação sobre a influência de dirigentes partidários sem mandato no repasse de verbas públicas.

O Partido da Social Democracia Brasileira comunicou ao Supremo Tribunal Federal que não possui qualquer cota ou gestão sobre a distribuição de emendas parlamentares. A manifestação foi encaminhada ao ministro Flávio Dino como resposta a um pedido feito no dia 15 de julho. Na referida data, o magistrado exigiu que todas as legendas com representação no Congresso Nacional explicassem se as suas direções atuam no direcionamento desses recursos.

A medida do STF ganhou força após o bloqueio de R$ 119 milhões em bens de Valdemar Costa Neto, presidente do Partido Liberal, e R$ 6 milhões de Eduardo Cunha.

Os 2 são alvos da Operação Transparência, iniciada pela Polícia Federal em dezembro de 2025 para apurar o controle de emendas por pessoas sem mandatos eletivos.

O estopim para a cobrança judicial foi uma entrevista de Valdemar concedida no dia 14 de julho, na qual ele classificou como natural a influência de dirigentes partidários nesse processo.

No entanto, o líder do PL mudou o tom ao responder oficialmente à Corte. A sua defesa argumentou que ele não detém mecanismos para alocar verbas e que a sua declaração se referia apenas à recomendação de políticas públicas.

Gilberto Kassab, presidente do Partido Social Democrático, também enviou as suas justificativas e garantiu que nunca participou da indicação de emendas, ressaltando que a sua sigla jamais cogitou exercer esse tipo de influência.

Flávio Dino encaminhou as respostas de Valdemar e Kassab à Polícia Federal para auxiliar no avanço das investigações. Paralelamente, a Câmara dos Deputados também se manifestou sobre a tramitação dos repasses. A Casa informou ao ministro que todas as indicações financeiras foram deliberadas e aprovadas de forma regular, mantendo o registro e a data de cada movimentação.

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