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Dólar recua antes de decisões sobre juros no Brasil e nos EUA

Mercado acompanha decisões do Copom e do Fed nesta quarta-feira (16), além dos desdobramentos políticos no STF

O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira (16) em queda, em um dia marcado pelas decisões sobre as taxas de juros do Brasil e dos Estados Unidos. Por volta das 9h45, a moeda americana recuava 0,10%, cotada a R$ 5,1492. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, começa a ser negociado às 10h.

A chamada Superquarta concentra as atenções dos investidores. No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve anunciar a nova taxa Selic após o fechamento dos mercados. A expectativa do mercado é por um quinto corte consecutivo, de 14% para 13,75% ao ano.

Caso a previsão seja confirmada, a taxa básica de juros atingirá o menor nível desde março de 2025. A expectativa de redução ocorre em meio à desaceleração da inflação. Em agosto, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou queda de 0,32%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O mercado também reduziu as projeções para a inflação e o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano no último Boletim Focus, reforçando a perspectiva de continuidade do ciclo de redução dos juros.

Nos Estados Unidos, as atenções estão voltadas para o Federal Reserve (Fed). A maior parte do mercado espera uma nova alta dos juros americanos, em meio à preocupação com a inflação. Taxas mais elevadas nos EUA podem estimular a saída de recursos de mercados emergentes, como o Brasil, além de aumentar a demanda por dólar e pressionar o câmbio.

O cenário político brasileiro também permanece no radar dos investidores após a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) realizada na terça-feira (15). O plenário analisou, pela primeira vez, a possibilidade de abertura de uma investigação contra um integrante da própria Corte, em um caso envolvendo mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro. O julgamento terminou sem uma decisão.

No cenário corporativo, investidores acompanham ainda as discussões sobre o desenvolvimento da inteligência artificial, após executivos defenderem uma desaceleração no avanço da tecnologia como forma de ampliar a segurança dos novos sistemas.

Mercados internacionais

As bolsas da Ásia encerraram a sessão majoritariamente em alta. Na China, o índice de Xangai (SSEC) avançou 0,7%, enquanto o CSI300, que reúne empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, também subiu 0,7%. Em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 0,19%.

No Japão, o Nikkei fechou com valorização de 0,69%. Já o Kospi, da Coreia do Sul, avançou 1,37%. Os investidores da região também acompanharam a expectativa pela decisão do Fed.

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