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Copom deve reduzir Selic pela 5ª vez seguida, para 13,75%

Mercado financeiro espera novo corte nesta quarta-feira (16), apesar da alta do petróleo provocada pelas tensões no Oriente Médio

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta quarta-feira (16) e deve reduzir a taxa básica de juros da economia pela 5ª vez consecutiva. A expectativa predominante no mercado financeiro é de que a Selic passe de 14% para 13,75% ao ano. O anúncio está previsto para depois das 18h.

Se confirmado, o novo patamar será o menor desde março de 2025. Mesmo com a redução, a taxa de juros brasileira continuará entre as mais elevadas do mundo quando considerada em termos reais, ou seja, descontada a inflação projetada para os próximos 12 meses. A projeção atual do mercado é de que 13,75% ao ano seja também o nível da Selic ao fim de 2026.

A expectativa pelo corte permanece mesmo diante da continuidade da guerra no Oriente Médio, que contribuiu para a elevação do preço do petróleo e pode aumentar as pressões inflacionárias no Brasil, principalmente por meio dos combustíveis. Na última semana, o governo anunciou medidas envolvendo redução de impostos e manutenção de subsídios para tentar reduzir os efeitos da alta do petróleo no mercado interno.

O banco Itaú, que também prevê a redução da Selic para 13,75%, avalia que a economia brasileira apresenta sinais de moderação, enquanto o mercado de trabalho permanece aquecido. A instituição também apontou uma dinâmica mais favorável da inflação corrente, especialmente nos preços de alimentos e bens industriais, mas destacou que as expectativas continuam acima da meta.

Como o Copom define a taxa

A decisão sobre a Selic considera o sistema de metas de inflação. Quando as projeções indicam que a inflação pode permanecer dentro do intervalo estabelecido, há espaço para redução dos juros. Caso as estimativas apontem pressão maior sobre os preços, a tendência é de manutenção ou elevação da taxa.

Desde o início de 2025, o Brasil adota o sistema de meta contínua, com objetivo central de inflação em 3%. O resultado é considerado dentro da meta quando fica entre 1,5% e 4,5%.

O Banco Central considera principalmente as projeções futuras, e não apenas os índices registrados nos meses anteriores. Isso ocorre porque alterações na Selic levam de 6 a 18 meses para produzir seus efeitos completos sobre a economia.

Atualmente, as projeções do mercado para a inflação estão em 4,9% para 2026, 4,3% para 2027 e 3,80% para 2028. As estimativas para os 3 anos permanecem acima da meta central de 3%.

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