Trump nega pagamento de US$ 300 bilhões para reconstruir o Irã
Presidente rejeita que o governo americano arque com o fundo de desenvolvimento previsto no acordo de paz assinado com Masoud Pezeshkian

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou no dia 18 que o país não desembolsará US$ 300 bilhões, montante equivalente a R$ 1,5 trilhão, para financiar a reconstrução do Irã. O valor integra o texto do acordo de paz oficializado no dia 17 entre Trump e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian. O documento determina a criação de um plano de desenvolvimento econômico, mas pontua que o projeto será estruturado pelos americanos em colaboração com países do Golfo Pérsico, sem definir de onde sairá a verba.
Em sua plataforma digital, a Truth Social, o presidente americano classificou como falsa a afirmação de que os cofres dos Estados Unidos bancariam esse custo. Trump enfatizou que as prioridades atuais do governo são a queda nos preços do petróleo, o sucesso da economia e os ganhos no mercado de ações.
O tratado de paz que encerra as hostilidades no Oriente Médio contém 14 determinações focadas na soberania territorial e no fim imediato dos conflitos, abarcando inclusive as frentes no Líbano. Os 2 países concordaram em conduzir novas tratativas ao longo de 60 dias para firmar um acordo final, que precisará ser ratificado pelo Conselho de Segurança da ONU.
Como passo inicial, o governo americano se compromete a retirar forças militares da região e suspender o bloqueio naval em um prazo de 30 dias. No mesmo período, o Irã deverá reabrir o Estreito de Ormuz e garantir a passagem livre de embarcações comerciais por 60 dias.
O entendimento também exige o encerramento de todas as sanções impostas aos iranianos, além da liberação total de fundos bloqueados e da permissão para que a nação comercialize petróleo e produtos petroquímicos livremente.
Em contrapartida, o Irã assegura que não desenvolverá armas nucleares e aceita negociar a diluição de seu urânio enriquecido sob a supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica. Até a formalização do documento definitivo, os 2 governos prometem manter o cenário estabilizado, sem novas punições econômicas americanas ou aumento da presença militar.