Fim da guerra: acordo de paz entre EUA e Irã prevê fim de sanções e bloqueio nuclear
Documento com quatorze diretrizes estabelece prazo para tratado definitivo, mas Donald Trump ameaça retomar ataques caso as negociações falhem.

A imprensa internacional divulgou nesta quarta-feira a íntegra do acordo de paz firmado entre os Estados Unidos e o Irã. O documento, que busca encerrar o conflito no Oriente Médio de forma permanente, foi assinado virtualmente no último final de semana e terá uma cerimônia presencial na próxima sexta-feira em Genebra, na Suíça. O texto é composto por 14 diretrizes que envolvem o fim das sanções americanas, garantias de que o governo iraniano não desenvolverá armas nucleares e promessas de compensações financeiras.
Entre as principais medidas estabelecidas, as duas nações concordam com um cessar de hostilidades imediato em todas as frentes, englobando o território libanês, e prometem respeitar a soberania mútua. O governo americano se compromete a retirar suas forças militares da região, suspender o bloqueio naval em até trinta dias, liberar fundos congelados e permitir que os iranianos voltem a comercializar seu petróleo livremente. Em contrapartida, o Irã reabrirá o Estreito de Ormuz para garantir a navegação comercial segura e reafirma que não irá adquirir armamento nuclear.
As diretrizes também determinam um prazo de sessenta dias para que um acordo final seja alcançado e posteriormente ratificado pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. Durante esse período, o cenário atual será mantido, ou seja, os americanos não imporão novas sanções e os iranianos não alterarão sua política nuclear. O destino do urânio já enriquecido será definido nessas negociações futuras com supervisão internacional. O documento divulgado menciona ainda a criação de um fundo de trezentos bilhões de dólares apoiado pelos Estados Unidos para a reconstrução econômica do país asiático.
Apesar do avanço diplomático, o presidente americano Donald Trump minimizou o peso do texto durante a cúpula do G7 na França. Ele classificou o documento apenas como um memorando de entendimento preliminar e negou a existência do fundo bilionário de reconstrução. O líder republicano também adotou um tom incisivo ao afirmar que poderá voltar a bombardear o território iraniano caso os resultados definitivos sobre o programa nuclear do país não atendam às suas expectativas.