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Estreito de Ormuz será reaberto na sexta-feira

Tratado formaliza cessar-fogo no Oriente Médio e alívio de sanções, mas nações ainda enfrentam impasses sobre programa nuclear, pedágios marítimos e tropas de Israel no Líbano.

Estreito de Ormuz será reaberto na sexta-feira

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira que a navegação comercial no Estreito de Ormuz será totalmente normalizada na próxima sexta-feira. A data coincidirá com a assinatura presencial de um acordo de paz em Genebra, na Suíça, desenhado para pausar o conflito que já dura três meses no Oriente Médio. O acerto preliminar já foi firmado de maneira virtual pelo líder americano, pelo seu vice J.D. Vance e pelo chefe do Parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf.

Durante a cúpula do G7 na cidade de Evián, na França, Trump conversou com jornalistas ao lado do presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan. O político americano destacou que o tratado impede o desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã e revelou que gostou da ideia de submeter o texto final para a aprovação do Congresso dos Estados Unidos. Embora as falas sugiram uma resolução rápida, o documento atual impõe apenas um cessar-fogo inicial para que as duas nações negociem os termos definitivos ao longo de sessenta dias.

O caminho para o fim definitivo da guerra ainda exige a resolução de divergências profundas. O governo de Washington cobra o desmantelamento completo do enriquecimento de urânio e a transferência de todo o material para fora do território iraniano, com a Rússia surgindo como um possível destino para armazená-lo.

Em troca, os Estados Unidos prometem reduzir gradativamente as pesadas sanções econômicas, permitindo que Teerã recupere sua economia através da exportação de petróleo. O Irã, contudo, sustenta que seu programa tem fins exclusivamente civis e resiste em abrir mão de seu material nuclear.

A questão do Estreito de Ormuz também expõe ruídos de comunicação e regras em disputa. Trump garantiu o fim do bloqueio naval liderado pela Marinha americana e chegou a afirmar que o tráfego comercial já estava operando.

Do outro lado, o Ministério da Defesa do Irã não apenas evitou confirmar a normalização imediata como anunciou a criação de uma taxa de serviço obrigatória para os navios que cruzarem o canal. O presidente americano rebateu imediatamente a medida, alegando que qualquer tipo de pedágio é proibido pelo acordo.

Outro obstáculo de peso para a pacificação é a continuidade das frentes de batalha no Líbano. O Irã, que é aliado e financiador do Hezbollah, exige o fim das operações militares contra o grupo extremista para manter o acordo de pé.

Apesar do pacto de não agressão previsto nas negociações, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, avisou que suas tropas permanecerão ocupando as zonas de segurança libanesas pelo tempo que julgarem necessário. A postura irritou Trump, que criticou abertamente seu aliado durante o G7, pedindo maior responsabilidade e sugerindo que a Síria assumisse o combate ao Hezbollah caso os israelenses não conseguissem atuar sem causar tantas baixas.

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