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13 seleções da Copa de 2026 vivem conflitos armados

Mais de um quarto dos países participantes do torneio na América do Norte enfrenta disputas militares, violência armada ou crises geopolíticas.

13 seleções da Copa de 2026 vivem conflitos armados

O torneio sediado nos Estados Unidos, México e Canadá atrai a atenção mundial pelo esporte, mas esconde uma realidade tensa. Das 48 nações participantes da competição, 13 lidam com guerras abertas, disputas históricas ou violência interna grave. Esse grupo representa mais de 27% das seleções do evento e abrange países de diferentes continentes.

A situação mais evidente envolve os Estados Unidos e o Irã, que travam um conflito militar direto desde o início deste ano. Embora haja uma frágil trégua desde abril, a crise afetou diretamente a rotina da delegação iraniana. A equipe sofreu com atrasos na emissão de vistos, precisou transferir seu centro de treinamento para a cidade mexicana de Tijuana e só recebeu autorização para entrar em território estadunidense poucas horas antes dos jogos.

A pressão política foi intensa, incluindo sugestões de Donald Trump para que a Itália substituísse a equipe asiática no torneio. A Fifa adotou a neutralidade e não puniu os países, uma postura distinta da punição aplicada à Rússia anos antes. A postura isenta da federação se manteve até mesmo após a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela em janeiro, que resultou na captura de Nicolás Maduro.

O conflito no Oriente Médio também afeta outras seleções vizinhas como Catar, Arábia Saudita, Jordânia e Iraque, que tiveram bases estadunidenses em seus territórios como alvos de ataques iranianos.

A violência interna domina o cenário de outras nações classificadas. O México lida com a brutalidade histórica dos cartéis de drogas. A recente morte de um dos principais líderes do narcotráfico, conhecido como El Mencho, desencadeou uma retaliação severa e deixou dezenas de mortos nas vésperas da Copa. A Colômbia continua enfrentando embates complexos que envolvem forças do governo, facções criminosas e grupos guerrilheiros.

Já o Haiti vive uma crise humanitária sem precedentes. A capital do país caribenho está sob forte domínio de gangues criminosas, o que causou o deslocamento forçado de mais de um milhão de cidadãos em meio a uma onda de violência desenfreada.

No continente africano, a República Democrática do Congo segue mergulhada em um conflito armado muitas vezes ignorado pela comunidade global. As disputas na parte leste do país envolvem o controle de minérios valiosos e tensões étnicas ligadas ao histórico genocídio de Ruanda nos anos 1990. Movimentos rebeldes, como o M-23, voltaram a ganhar grandes extensões de território no início do ano passado, tornando ineficazes as tentativas internacionais de cessar-fogo.

Por fim, algumas equipes convivem com rivalidades históricas latentes. A Coreia do Sul permanece tecnicamente em estado de guerra contra a Coreia do Norte, um resquício direto das divisões políticas iniciadas na Guerra Fria na década de 1950.

No norte da África, Marrocos e Argélia nutrem relações hostis motivadas pelas disputas na região do Saara Ocidental, uma área em que os acordos de paz assinados no passado foram rompidos, dando lugar ao retorno de embates armados.

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