Comércio varejista recua 1,5% e tem pior mês de abril desde a pandemia
Dados do IBGE revelam queda generalizada nas vendas após o setor atingir patamar histórico no mês anterior.

O comércio varejista brasileiro registrou uma queda de 1,5% no volume de vendas em abril na comparação com março, marcando o pior resultado para este período específico do ano desde 2020, época afetada pelo início da crise sanitária. A retração divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística interrompe um ciclo de três meses consecutivos de crescimento, período que havia levado o setor ao seu nível mais alto da história em março.
O desempenho negativo foi provocado pelo recuo em seis das oito atividades avaliadas pela pesquisa nacional. O segmento de combustíveis e lubrificantes liderou as perdas com uma redução expressiva, seguido por artigos de uso pessoal e doméstico e por equipamentos de informática e comunicação. Os setores de móveis e eletrodomésticos, tecidos e calçados, e produtos farmacêuticos também fecharam o período em queda. Em contrapartida, os ramos de supermercados e produtos alimentícios junto ao varejo de livros e papelarias conseguiram registrar expansão nas vendas.
No indicador do comércio varejista ampliado, que inclui os mercados de veículos, materiais de construção e atacado de alimentos, a retração geral ficou em 0,7%. O resultado geral deste índice foi puxado principalmente pelo encolhimento expressivo nas vendas de materiais de construção e pelo recuo no comércio de automóveis e peças de reposição.
Apesar da oscilação negativa de abril, o patamar atual do varejo nacional se mantém superior ao período que antecedeu a crise de 2020. O comércio restrito opera 10,9% acima dos níveis registrados em fevereiro daquele ano, enquanto o varejo ampliado exibe uma vantagem de 7,1%. Segmentos como farmácias, supermercados, veículos e combustíveis já superaram os índices daquela época, enquanto os ramos de vestuário, móveis, livros e equipamentos de informática ainda operam abaixo do ritmo histórico de vendas.