Petrobras antecipa operação para garantir gás de cozinha na seca da Amazônia
Com a vazante dos rios, Operação Codajás 2026 mobiliza navios e monitora trechos críticos para manter o abastecimento na Região Norte
A Petrobras iniciou na segunda quinzena de setembro as ações preventivas da Operação Codajás 2026, criada para assegurar o abastecimento de combustíveis, principalmente do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), durante a vazante dos rios na Região Norte. A iniciativa é feita em parceria com a Transpetro e conta com apoio da Marinha do Brasil.
Realizada todos os anos entre setembro e dezembro, a operação também busca manter o escoamento da produção de petróleo e gás natural do Polo de Urucu, no Amazonas. Neste ano, a companhia considera a tendência de queda dos níveis dos rios e a possibilidade de mais restrições à navegação nas próximas semanas.
O cenário é acompanhado semanalmente pelo Comitê da Vazante Amazônica, que avalia dados de clima, nível dos rios e planejamento operacional. O grupo define medidas antecipadas para preservar a segurança das operações e evitar impactos no transporte.
Entre as ações estão a mobilização antecipada de recursos, o posicionamento estratégico de embarcações em pontos críticos, o acompanhamento dos navios pela Marinha e a realização de sondagens nos trechos mais sensíveis para a navegação.
Para o diretor de Transporte Marítimo da Transpetro, Jones Soares, o monitoramento e a integração entre as instituições ampliam a capacidade de resposta e garantem o fornecimento de gás de cozinha à população da região.
Em 2026, dois navios terão dedicação exclusiva à operação: os gaseiros Gilberto Freyre e Jorge Amado. Estarão disponíveis ainda os gaseiros Oscar Niemeyer, Barbosa Lima Sobrinho, Darcy Ribeiro e Lucio Costa, além dos petroleiros Sergio Buarque de Holanda, Romulo Almeida e José Alencar. O navio-tanque Epic Baluan ficará posicionado em Coari como estrutura adicional de armazenamento, o que amplia a capacidade dos terminais locais.
Criada em 1995, a Operação Codajás completa 31 anos. A experiência acumulada foi usada na seca de 2024, a mais severa em 74 anos na Amazônia, quando a Transpetro realizou 21 operações dedicadas e transportou mais de 16 mil toneladas de GLP.
Em 2025, embora as medidas extraordinárias não tenham sido necessárias, a empresa manteve o monitoramento e a preparação logística, transportando mais de 60 mil toneladas de GLP e 129 mil m³ de petróleo entre setembro e outubro. Segundo a Petrobras, o gás natural produzido em Urucu responde por mais de 50% da geração de energia elétrica do Amazonas.
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