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Flávio Bolsonaro diz que usará maioria no Congresso para mudar a Constituição

Em Goiânia, senador recebeu apoio de Caiado, que prometeu entrar “de corpo inteiro” na campanha do segundo turno

O senador Flávio Bolsonaro (PL) recebeu o apoio oficial de Ronaldo Caiado (PSD) para o segundo turno e destacou a maioria conquistada pela direita no Congresso. Em discurso durante o evento em Goiânia, afirmou que o Brasil lhe deu um Congresso mais à direita, com maioria no Senado e na Câmara para eleger os presidentes das duas Casas e mudar a Constituição.

Para aprovar uma PEC, é preciso discutir e votar o texto em dois turnos em cada Casa, com o apoio de três quintos dos parlamentares, ou 308 deputados e 49 senadores. Segundo a Folha, o Senado terá, a partir de 2027, ao menos 49 congressistas que defendem o impeachment de ministros do STF, ainda que com ressalvas. Para afastar magistrados, seriam necessários 54 votos, dois terços da Casa.

Flávio é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo STF por tentar um golpe para impedir o mandato do presidente Lula (PT), hoje candidato à reeleição. Na denúncia, a PGR apontou que Bolsonaro adotou um tom de ruptura institucional a partir de 2021, na tentativa de se prolongar no poder.

Como no primeiro turno, o candidato voltou a defender a castração química de pedófilos e estupradores e a redução da maioridade penal. Prometeu ainda construir meio milhão de vagas em presídios, aumentar as penas de chefes criminosos e se inspirar na segurança pública de Goiás e de São Paulo. Também criticou Lula, afirmando que o povo “cansou” do presidente, e voltou a atacar o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Derrotado no primeiro turno, Caiado disse que o apoio é coerente com sua trajetória de combate ao PT e prometeu que Goiás dará, proporcionalmente, a maior votação a Flávio. Também afirmou que, se chegasse à Presidência, assinaria a anistia a Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar, e aos condenados do 8 de janeiro.

O apoio já era esperado, mas contrasta com a reta final do primeiro turno, quando Caiado criticou o adversário. Em peças de campanha, resgatou falas de Flávio sobre Daniel Vorcaro, dono do extinto banco Master, nas quais dizia não ter contato com ele, o que depois se revelou falso. A propaganda dizia que o candidato do PL “não tem compromisso com a verdade”.

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