Pressão aumenta no TSE por suspeição de André Mendonça
Atuação do ministro no caso Banco Master passou a ser questionada após críticas de Gilmar Mendes sobre possível viés político-eleitoral
A atuação do ministro André Mendonça como vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) passou a ser alvo de questionamentos em meio à crise envolvendo o caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF).
Há possibilidade de que partidos políticos ou o Ministério Público Eleitoral apresentem uma arguição de suspeição contra o ministro. Até o momento, porém, não há confirmação de uma contestação formal no TSE.
A discussão ganhou força após declarações do ministro Gilmar Mendes durante sessão do STF em 15 de setembro. Ao criticar a condução de Mendonça como relator do caso Banco Master, Gilmar afirmou haver “inequívoco viés político-eleitoral” na atuação do colega. Mendonça respondeu que a acusação era leviana e pediu respeito.
O caso envolve um relatório da Polícia Federal produzido a partir de informações extraídas do celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, com menções ao ministro Alexandre de Moraes.
Mendonça levantou o sigilo do documento em 1º de setembro, e o STF passou a discutir a possibilidade de investigação sobre Moraes. O julgamento foi suspenso após pedido de vista do ministro Flávio Dino.
Pelas regras eleitorais, a atuação de integrantes do TSE pode ser questionada em casos de suspeição ou impedimento. A eventual apresentação de uma arguição ainda dependeria de iniciativa de parte legitimada, e não há, até o momento, decisão do tribunal que afaste Mendonça de suas funções eleitorais.
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