Operação mira Banco Genial e dono de empresa ligada a Dark Horse em nova fase da Carbono Oculto
Terceira etapa investiga lavagem de dinheiro na compra da distribuidora de combustíveis Terrana
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagrou nesta quinta-feira (24) a Operação Crédito Oculto, terceira fase da Carbono Oculto, que apura a infiltração do crime organizado no setor de combustíveis.
Os mandados de busca e apreensão são cumpridos em São Paulo e em outros 6 estados. Entre os alvos estão Humberto Arthur Tupinambá Neto, ex-executivo do Banco Genial, e seus irmãos André e Bruno Tupinambá, além de Antonio Carlos Freixo Junior, o “Mineiro”, dono da Entre Investimentos e ligado ao Banco Master.
Segundo o MPSP, o objetivo é desvendar estruturas complexas de lavagem de dinheiro usadas na compra da Terrana, uma das maiores distribuidoras de combustíveis do país.
A organização criminosa teria sobreposto estruturas, primeiro para esconder o controle de uma usina sucroalcooleira no interior paulista e depois para adquirir a distribuidora. Os operadores eram chefiados pelos empresários Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, foragidos desde a primeira fase da operação, em agosto do ano passado.
Freixo firmou termo de colaboração com a Procuradoria-Geral da República (PGR) no início deste mês. De acordo com a investigação da Polícia Federal, a Entre Investimentos teria sido usada para os repasses de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, à produção de “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em nota, o Banco Genial informou que Humberto Tupinambá não integra a diretoria nem é sócio da instituição desde maio de 2026. O banco afirma ter fornecido ao Gaeco-SP as informações sobre o Fundo Radford e as empresas Berna e Branson Holdings, além de ter feito as comunicações ao Coaf.
Também diz ter aberto processo de inspetoria interna, revisado a governança das operações de crédito e destituído o então diretor, e que renunciou à administração do fundo após a primeira fase da operação. A investigação conta com apoio da Receita Federal, da Secretaria de Fazenda paulista, da Procuradoria-Geral do Estado e das polícias Civil e Militar.
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