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Leilão do pré-sal tem 7 de 13 blocos arrematados e R$ 530,5 milhões em bônus

Petrobras, Prio, Equinor e consórcios levaram áreas nas bacias de Campos e Santos; seis blocos ficaram sem propostas

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizou nesta quarta-feira (7) o leilão de 13 áreas do pré-sal nas bacias de Campos e Santos. Três empresas e dois consórcios arremataram sete blocos, e os bônus de assinatura somaram R$ 530,5 milhões. A sessão fez parte do 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção.

Venceram Petrobras, Prio Forte e Equinor Brasil, além de um consórcio entre CNOOC Petroleum e Sinopec e outro entre Equinor Brasil e Galp Energia Brasil. Na Bacia de Campos, a Prio Forte levou Magnetita e Hematita, e a Petrobras ficou com Azurita.

Na Bacia de Santos, o consórcio de CNOOC e Sinopec arrematou Jade, a Petrobras levou Cruzeiro do Sul, a Equinor ficou com Rubi, e Equinor e Galp venceram Rodocrosita.

Não houve disputa: cada um dos sete blocos recebeu apenas uma oferta, e os outros seis não receberam nenhuma. O edital prevê 23 blocos, mas dez não foram oferecidos nesta sessão.

No regime de partilha, as empresas ficam com parte da produção para recuperar os custos de exploração, e o restante é dividido com a União. Vence quem oferecer ao governo a maior fatia dessa parcela. O bônus de assinatura é definido antes do leilão e, por isso, não decide o vencedor.

O resultado não significa que há reserva comercial comprovada nas áreas. As empresas ganham o direito de explorar e assumem o risco de não encontrar petróleo ou gás em quantidade viável.

Na Oferta Permanente, a ANP mantém áreas sempre disponíveis, e o leilão ocorre quando empresas manifestam interesse e apresentam as garantias exigidas. A agência realiza ainda nesta quarta, às 14h, uma segunda sessão, pelo regime de concessão, com 22 setores de blocos exploratórios e dois de áreas com acumulações marginais.

Nesse modelo, as empresas assumem os riscos e, se encontrarem petróleo ou gás, ficam com a produção, mas pagam royalties ao governo. Vence quem oferecer o maior bônus e se comprometer com mais atividades de exploração.

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