Juros futuros ficam estáveis à espera de pesquisa Datafolha
Mercado acompanha alta dos Treasuries e do petróleo no exterior, enquanto eleição segue no centro das atenções
As taxas dos DIs, os chamados juros futuros, operavam próximas da estabilidade nesta quinta-feira (8). No exterior, os rendimentos dos Treasuries e o petróleo subiam, e os agentes no Brasil aguardavam a divulgação de uma nova pesquisa eleitoral do Datafolha.
Pela manhã, o DI para janeiro de 2028 estava em 12,61%, alta de 2 pontos-base ante o ajuste de 12,593% da sessão anterior. Na ponta longa, o DI para janeiro de 2035 marcava 12,78%, praticamente estável ante 12,779%.
Lá fora, o rendimento do Treasury de dez anos, referência global para decisões de investimento, subia 5 pontos-base, a 5,324%, em meio ao movimento recente de venda global de títulos. O petróleo Brent avançava para perto de US$ 105 o barril, com a continuidade da guerra no Oriente Médio.
O chanceler do Irã, Abbas Araqchi, disse que o país ainda analisa a resposta de Washington à sua proposta de acordo, que prevê a reabertura do Estreito de Ormuz em até 7 dias. A resposta pode sair nos próximos dias, segundo a agência Tasnim.
No Brasil, o foco segue na eleição presidencial, depois de Flávio Bolsonaro (PL) superar o presidente Lula (PT) no primeiro turno. O Datafolha divulga no início da noite a primeira pesquisa após a votação. Boa parte do mercado avalia que, com Flávio no Planalto, aumentam as chances de maior controle das contas públicas, ainda que o candidato não tenha apresentado propostas concretas de ajuste.
No limite, esse equilíbrio abriria espaço para juros mais baixos, o que já se refletiu na queda dos prêmios na parte longa da curva, a mais sensível à política fiscal.
A política monetária de curto prazo também depende do cenário eleitoral, segundo analistas. Na terça-feira, data da atualização mais recente, as opções de Copom negociadas na B3 indicavam 82,5% de chance de corte de 25 pontos-base da Selic em novembro, contra 7,75% para um corte de 50 pontos-base e 7,5% para manutenção.
Para dezembro, as apostas apontavam 50% de chance de corte de 25 pontos-base, 33% de redução de 50 pontos-base e 16% de manutenção.
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