Economia junina de 2026 deve ultrapassar a marca de R$ 2 bilhões
Turismo e comércio se aquecem com os tradicionais festejos culturais espalhados pelo território nacional.
As celebrações de junho e julho se consolidaram como um dos grandes motores financeiros do Brasil ao beneficiar hotéis, companhias aéreas, restaurantes, comerciantes informais, produtores rurais e trabalhadores temporários. Um levantamento do Ministério do Turismo projeta que apenas 5 dos maiores polos festivos do país sejam responsáveis por uma movimentação de R$ 2,4 bilhões neste ano.
O maior impacto econômico se concentra na região Nordeste. Em Pernambuco, Caruaru espera atrair 4 milhões de pessoas e movimentar R$ 800 milhões, enquanto Petrolina estima gerar R$ 325 milhões. Na Paraíba, o evento de Campina Grande projeta um público de 3,5 milhões de visitantes e um retorno financeiro de R$ 800 milhões.
Em Sergipe, a capital Aracaju aguarda 2,5 milhões de espectadores para movimentar R$ 400 milhões. Já no Rio Grande do Norte, Mossoró deve reunir 1,2 milhão de turistas e injetar R$ 360 milhões na economia local, e no Ceará, a cidade de Maracanaú calcula R$ 100 milhões em negócios com a presença de 2,7 milhões de participantes.
A força do São João também impulsiona os mercados nas demais regiões brasileiras. No Norte, o Festival de Parintins no Amazonas calcula receber 120 mil pessoas e gerar R$ 220 milhões, somando forças com as ruas lotadas pelo Arrastão do Pavulagem no Pará. No Sudeste, a festa de Votorantim em São Paulo projeta arrecadar R$ 20 milhões com 500 mil presentes.
O calendário cultural ainda movimenta o turismo no Centro-Oeste com o Banho de São João nas cidades de Corumbá e Ladário, além de aquecer o comércio de inverno na Serra Catarinense, na região Sul.
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