Gean Barros é alvo de denúncia que aponta suposto desvio do FUNDEB e compra de cobertura de R$ 2 milhões em Manaus

Gean Barros é alvo de denúncia que aponta suposto desvio do FUNDEB e compra de cobertura de R$ 2 milhões em Manaus

O ex-prefeito de Lábrea, Gean Barros, é citado em uma denúncia encaminhada a este portal que aponta a suposta aquisição de uma cobertura no Edifício Soberane, em Manaus, pelo valor aproximado de R$ 2 milhões. Segundo as informações recebidas, o imóvel estaria atualmente disponível para locação por valor superior a R$ 15 mil mensais.

A compra do imóvel, por si só, não representa irregularidade. O que torna o caso grave, de acordo com o denunciante, é a alegação de que os recursos utilizados na aquisição teriam origem em supostos desvios do FUNDEB do município de Lábrea, durante o período em que Gean Barros exercia o cargo de prefeito. À época, seu irmão, Frank Barros, atual prefeito de Boca do Acre, ocupava a função de secretário municipal de Finanças.

A denúncia foi encaminhada acompanhada de documentos, entre eles extratos bancários, vídeos e imagens. O material apontaria a existência de empresas que teriam sido utilizadas como fachada para firmar contratos fraudulentos com o município. Conforme o relato, os valores eram sacados, em sua maioria, em agência do Banco do Brasil, geralmente entre 14h e 16h, quase diariamente, e posteriormente entregues em espécie ao então prefeito. Parte dos recursos também teria sido direcionada a um posto de combustíveis localizado em Manaus, na região do Tarumã, nas proximidades da rua Dona Otília, no bairro Campos Salles. Segundo a denúncia, as entregas teriam sido intermediadas pelo então chefe de gabinete.

A reportagem verificou ainda que o imóvel mencionado chegou a ser anunciado na plataforma OLX, constando o nome de Francisca Galvão como responsável pelo anúncio, que posteriormente foi removido.

Outro ponto levantado é a suposta incompatibilidade entre a renda do ex-prefeito e o valor estimado da cobertura. Durante o mandato em Lábrea, Gean Barros recebia salário aproximado de R$ 25 mil mensais. Não constariam em seu nome empresas registradas ou CNPJ que indiquem outra fonte formal de renda capaz de justificar a aquisição do imóvel no valor mencionado.

O denunciante afirma ainda que práticas semelhantes envolvendo recursos da educação estariam ocorrendo no município de Boca do Acre, o que configuraria continuidade das supostas irregularidades. De acordo com o relato encaminhado ao portal, os fatos teriam motivado a saída do então secretário de Educação, Iran Lima, que teria se recusado a assinar documentos relacionados aos procedimentos questionados.

As informações publicadas têm como base denúncia recebida pela reportagem e o material encaminhado pelo denunciante. Os fatos deverão ser apurados pelos órgãos competentes. O espaço permanece aberto para manifestação de Gean Barros, Frank Barros e demais citados, a fim de assegurar o contraditório e a ampla defesa.

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