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Gol corta rotas para os EUA e países da América do Sul com alta do querosene

Combustível dobrou de preço e representa cerca de 40% dos custos da companhia; mudanças começam em fevereiro de 2027

A Gol está reorganizando sua malha de voos por causa da alta do querosene de aviação (QAV), que dobrou de preço e responde por cerca de 40% dos custos operacionais da empresa. Segundo apuração do site especializado Aeroin, a partir de consultas ao sistema de reservas, a companhia suspenderá rotas nacionais e internacionais a partir de fevereiro de 2027.

Entre os voos que deixarão de ser oferecidos estão os de Brasília e Fortaleza para Orlando e os de Brasília e Belém para Miami. Também saem da lista as ligações do Galeão, no Rio de Janeiro, e de Fortaleza para Montevidéu, do Galeão para Assunção e de Guarulhos, em São Paulo, para Punta Cana. Os cortes alcançam ainda destinos nos Estados Unidos, no Uruguai, no Paraguai e na República Dominicana.

Com as mudanças, a Flórida ficará temporariamente sem voos da Gol. Nova York será o único destino da empresa nos Estados Unidos, em operação com aeronaves Airbus A330-200 alugadas, com tripulação da espanhola Wamos Air.

A revisão ocorre após dois reajustes seguidos no preço do QAV vendido pela Petrobras às distribuidoras: alta de 13,9% em setembro e de 11,8% em outubro, o que soma 27,3% em dois meses. O aumento reflete a pressão sobre o mercado internacional de petróleo e derivados, em meio às tensões no Oriente Médio. Como o combustível é um dos principais custos das aéreas, a alta reduz as margens e pode levar a reajustes nas passagens ou a mudanças na oferta de voos.

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