Flávio Bolsonaro terá regra de transição de 2 anos no Bolsa Família, diz coordenadora
Daniella Marques afirma que beneficiário que arrumar emprego continuará recebendo o valor por 24 meses; governo Lula reajustou o piso para R$ 691
A coordenadora do núcleo econômico da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Daniella Marques, afirmou nesta segunda-feira (19) que o Bolsa Família terá um período de transição de 2 anos caso ele seja eleito. Nesse prazo, o beneficiário continuaria recebendo o valor mesmo depois de conseguir emprego, e só perderia o benefício após 24 meses empregado.
Em entrevista à CBN Bahia, ela disse que a ideia é permitir que a pessoa abra um negócio ou aceite uma vaga com carteira assinada, com retorno automático ao programa se der errado.
Segundo Marques, o Ministério da Prosperidade, a ser criado em um eventual governo do PL, ajudaria os beneficiários a deixar o programa com crédito para novos negócios, capacitação e parcerias com empresas privadas para cursos livres. Ela afirmou que as proteções sociais estão preservadas e que o foco do plano é a prosperidade.
Principal vitrine social de Lula, o Bolsa Família foi relançado em março de 2023. Em setembro, o governo anunciou reajuste de cerca de 15,04%, que elevou o piso de R$ 600 para R$ 691, o primeiro desde o relançamento. Os pagamentos de outubro, os primeiros com os novos valores, terão calendário unificado a partir desta quarta-feira (21).
Para receber o benefício, a renda mensal por pessoa deve ser de até R$ 218, com o Cadastro Único atualizado e o cumprimento de compromissos de saúde e educação. Em agosto, o programa pagou cerca de 19,3 milhões de famílias. Há adicionais de R$ 173 por criança de 0 a 7 anos incompletos, R$ 58 por gestante, R$ 58 por pessoa de 7 a 18 anos incompletos e R$ 58 por bebê de até 6 meses.
Hoje, o programa já tem uma regra de proteção. Se a renda da família passar de R$ 218 por pessoa, mas não ultrapassar R$ 706, ela pode continuar recebendo 50% do valor por até 18 meses. O objetivo, segundo o governo, é evitar o cancelamento imediato, já que a superação da pobreza não acontece de forma automática com um emprego.
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