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EUA e China cortam tarifas sobre US$ 60 bilhões em comércio

Acordo inclui brinquedos, utensílios domésticos, produtos agrícolas, carvão e equipamentos médicos

Estados Unidos e China detalharam um plano para reduzir tarifas sobre cerca de US$ 30 bilhões em importações de cada lado, totalizando US$ 60 bilhões em comércio bilateral. A medida é um dos resultados mais concretos da cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping realizada na semana passada.

Do lado chinês, o alívio alcança brinquedos, utensílios de cozinha e outros itens domésticos. Do lado americano, beneficia produtos agrícolas, carvão e equipamentos médicos. Segundo o Ministério do Comércio da China, cerca de 90% dos produtos passariam a ter tratamento de nação mais favorecida, e os cortes entram em vigor após a conclusão dos trâmites legais em cada país.

O plano foi negociado no Board of Trade, mecanismo entre governos anunciado após a visita de Trump a Pequim, em maio. A lista dos EUA reúne 77 categorias de produtos, como fogos de artifício, artigos domésticos e equipamentos esportivos. A da China é mais ampla, com 1.619 itens, entre eles carnes, frutos do mar, laticínios, grãos, carvão, madeira e equipamentos médicos.

A soja ficou de fora, mas Pequim se comprometeu, em negociação separada, a comprar 25 milhões de toneladas por ano dos EUA até 2028. Para Feng Chucheng, da Hutong Research, a separação dá margem a Pequim para conter medidas americanas antes das eleições de meio de mandato, em novembro.

Para os consumidores americanos, tarifas menores sobre brinquedos e itens de decoração podem ajudar a segurar preços nas compras de fim de ano. Para a China, o alívio pode apoiar exportações num momento de demanda interna fraca.

Na bolsa de Shenzhen, a Joyoung subiu 10%, limite máximo, e a Bear Electric Appliance chegou a avançar 9,5%. Os países estenderam a trégua comercial até janeiro e criarão um Grupo de Trabalho Agrícola, com primeira reunião prevista até o fim de 2026.

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