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Bruxismo infantil: causas vão de alergia a distúrbio do sono

Professor explica que as principais causas estão ligadas ao que se chama de bruxismo associado, isto é, o bruxismo relacionado com outras doenças ou condições de saúde. Tratamento é variado e depende da análise de um profissional

Durante uma noite de sono, a criança começa a apertar ou ranger os dentes de maneira inconsciente, gerando um ruído que chama a atenção. É com esse tipo de relato que muitos pais frequentemente procuram o consultório do dentista, que logo identifica um claro sinal de bruxismo infantil.

Segundo a Associação Brasileira de Odontologia (ABO), o bruxismo pode afetar crianças, adolescentes e adultos. No entanto, é mais comum nas faixas etárias que vão dos dois aos quatro anos, dos dez aos 12 anos e aos 18 anos. 

O bruxismo prejudica a qualidade de vida e traz implicações como desgaste dental, desconforto e dor muscular, cefaleia matinal recorrente, língua, bochechas e mucosa marcada. É o que explica André Porporatti,  cirurgião-dentista, pesquisador e professor na Universidade de Paris, na França. 

“As principais causas estão relacionadas ao bruxismo secundário [que ocorre como consequência de outra enfermidade]. Destacam-se muito os problemas respiratórios e alérgicos, além de várias doenças e fatores sistêmicos importantes”, diz o profissional. 

Entre eles, podem ser citados asma, rinite, obstrução das vias áreas (como desvio do septo), refluxo gastroesofágico, síndromes genéticas (síndrome de Down, por exemplo), distúrbios do sono e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).

Porporatti aponta ainda fatores de risco associados ao bruxismo, isto é, situações que podem levar à condição ou agravá-la. Ele menciona, como exemplos, questões de saúde mental (ansiedade), poucas horas de sono, hiperatividade, fumo passivo (adultos que fumam perto da criança com frequência) e até mesmo o hábito de dormir com a boca aberta ou com a luz acesa.

Tratamento

O cirurgião-dentista esclarece que, de forma geral, o tratamento envolve “orientações para o sono e autocuidado, recomendações de saúde física e mental, placas oclusais [um tipo de dispositivo removível geralmente feito de resina], compressas quentes ou geladas dependendo dos sintomas, técnicas de biofeedback [que ajudam a controlar respostas fisiológicas do corpo], uso de laser, entre outros”.

“Entretanto, antes mesmo de se discutir tratamento, é importante que uma avaliação seja feita por um dentista capacitado no atendimento de pacientes com bruxismo, para avaliar as causas secundárias”, ressalta Porporatti.

Para saber mais, basta acessar: https://andreporporatti.com.br/ ou https://www.instagram.com/andreporporatti/