Senador acusa presidente da Câmara de engavetar investigação e cobra reação firme de Davi Alcolumbre no Senado.
O cenário político no Congresso Nacional foi marcado por fortes críticas direcionadas à cúpula do Poder Legislativo. O senador Carlos Viana manifestou publicamente sua insatisfação com o posicionamento do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, a respeito dos requerimentos para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito destinada a investigar o Banco Master.
A reação ocorreu após Motta declarar que as solicitações receberiam o devido tratamento regimental dentro da Casa.
De acordo com o entendimento de Viana, a utilização da expressão técnica por parte do presidente da Câmara funciona, na prática, como um pretexto para paralisar o andamento das investigações e arquivar as propostas sem uma análise imediata. Em suas redes sociais, o senador mineiro afirmou de forma contundente que o líder da Câmara cedeu às pressões do momento e transferiu a responsabilidade do enfrentamento político para o Senado Federal.
Diante do impasse na Câmara, Carlos Viana direcionou sua cobrança ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O parlamentar lançou um desafio público ao chefe da Casa Alta, questionando se a instituição manteria uma postura de independência ou se também cederia, ressaltando a necessidade de demonstrar que ainda existem limites institucionais respeitados no país.
A insatisfação de Viana também se estendeu à articulação política do governo federal e aos partidos que compõem a base de sustentação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O senador criticou o silêncio do Partido dos Trabalhadores no parlamento, apontando uma contradição entre o discurso inflamado das redes sociais favorável à instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito e a efetiva falta de assinaturas e apoio formal nos bastidores do plenário.
Por outro lado, a justificativa técnica para o ritmo de análise das investigações está baseada nas normas internas da Câmara dos Deputados. A presidência da Casa já havia sinalizado que qualquer deliberação sobre o Banco Master deve, obrigatoriamente, respeitar a ordem cronológica de protocolo das propostas anteriores.
O regimento interno da instituição impõe um limite estrito para o funcionamento de apenas cinco Comissões Parlamentares de Inquérito de forma simultânea, gerando uma fila de espera que impede o início imediato de novos colegiados investigativos.



