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Decisão americana sobre taxação do Brasil entra em reta final

Consulta pública encerra inscrições e governo brasileiro tenta evitar tarifas que podem alcançar 37,5%.

O prazo para se inscrever nas audiências públicas do governo dos Estados Unidos termina no dia 22 de junho. Essa etapa é fundamental para definir o futuro das sanções propostas pela administração de Donald Trump contra o mercado nacional. O cronograma oficial prevê o recebimento de manifestações por escrito até o dia 1 de julho.

A audiência presencial com os representantes de vários setores afetados está marcada para o dia 6 de julho. A palavra final da Casa Branca sobre a implementação das penalidades deverá ser anunciada até o dia 15 de julho.

A medida principal sugere uma tarifa de 25% sobre as mercadorias exportadas pelo Brasil. O argumento usado pelas autoridades comerciais americanas é de que regulamentações nacionais atrapalham o livre comércio, citando regras da internet, o sistema do Pix e o desmatamento. Existe também outra averiguação focada na falta de combate ao trabalho forçado, a qual propõe uma punição extra de 12,5%.

Caso ambas sejam aprovadas, os itens exportados enfrentarão uma barreira total de 37,5% para entrar no mercado americano. Apesar do risco geral, bens estratégicos como café, carne, frutas, aeronaves, fertilizantes e minerais críticos podem integrar uma lista de isenção.

Durante as consultas, companhias e associações tentam convencer os americanos de que a taxação prejudicará a própria economia interna dos Estados Unidos. O governo do Brasil atua de forma paralela por meio de canais diplomáticos para tentar barrar a cobrança.

O Ministério das Relações Exteriores informou que mantém contato constante com Washington e já apresentou documentos técnicos comprovando que as regras nacionais são totalmente legítimas. O objetivo central é resolver o impasse comercial por meio do diálogo antes da conclusão do processo em julho.

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