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Meta nega favorecer candidatos e diz ao TSE ter cumprido as determinações

Empresa rebate acusação da campanha de Lula e pede reunião com o relator do caso, ministro Marco Aurélio Bellizze

A Meta negou ao Tribunal Superior Eleitoral, nesta terça-feira (20), que esteja descumprindo ordens da Corte ou favorecendo candidaturas em suas redes sociais. A manifestação veio depois de a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionar novamente o tribunal, na segunda-feira (19), alegando que a plataforma continua beneficiando o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo a campanha petista, a empresa produz e distribui conteúdos favoráveis a Flávio por meio de sua ferramenta de inteligência artificial, o que comprometeria a isonomia entre os candidatos.

No documento enviado ao TSE, a Meta afirma que Facebook, Instagram e WhatsApp aplicam as mesmas regras de distribuição de conteúdo a todos os candidatos. A empresa pediu uma reunião com o ministro ainda nesta terça para apresentar comprovações, e o gabinete avalia a agenda.

Entre as medidas citadas está uma lista de permissões para anúncios, que limita a propaganda eleitoral paga a candidatos, partidos, coligações e federações cadastrados no TSE. Se o sistema automatizado restringir ou bloquear a conta de anúncios de algum candidato do segundo turno, uma equipe humana revisa a decisão em até 2 horas.

A Meta também informou que fiscaliza conteúdos feitos com inteligência artificial. Foram analisadas 1.204 publicações, e 720 foram suspensas por não informarem o uso de IA ou de conteúdo sintético, como exige a regulamentação eleitoral.

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