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Dude São Thiago estreia show O Sexo do Vento para celebrar a invenção e o amor

Para celebrar a constante inventividade da vida e como ela se transforma em amor, o monólogo musical traz uma narrativa de canções populares brasileiras costuradas com textos poéticos.

Para celebrar a constante inventividade da vida e como ela se transforma em amor, o ator e diretor Dude São Thiago traz um repertório diverso de músicas populares para o show O Sexo do Vento, que estreia no Teatro Giostri, na Bela Vista, em São Paulo. Com direção musical e arranjos do pianista Iuri Salvagnini, supervisão cênica do ator e diretor João Paulo Lorenzon e mentoria artística da cantora, compositora e poeta Ana Luiza, o artista se apresenta de 10 de novembro a 1º de dezembro, às sextas-feiras, a partir das 20h30.

Ao lado de uma banda formado por Iuri Salvagnini (piano), Mathilde Fillat (violino), Reginaldo Feliciano (contrabaixo) e Claudio Vecchiato (bateria), o repertório inclui canções de Jorge Drexler (Al otro lado del rio), Renato Rocha (Bicho de sete cabeças), Chet Baker (Born to be blue), Marina Lima (Charme do mundo), Milton Nascimento (Conversando no bar), Caetano Veloso (Milagres do povo), Chico Buarque (O que será – À flor da pele), entre outras.

Dude São Thiago é ator e médico psicanalista. Durante sua carreira artística, ele dirigiu espetáculos de teatro, música e dança de 2000 a 2012. E nos últimos 10 anos, se dedicou à psicanálise. Sua volta aos palcos se dá por meio de um solilóquio musical, que combina clássicos da música popular com monólogos autorais permeados pela poética da trajetória diversa da experiência humana com a qual ele conviveu nesta última década.

“Estive mais de dez anos afastado dos palcos, completamente mergulhado na prática psicanalítica, escutando histórias das mais diversas, e acompanhando de perto o modo como diferentes pessoas lidavam com suas histórias. Algumas mais aprisionadas do que outras, mas todas envolvidas nesse conflito que é tomar para si a responsabilidade do sentido da própria existência”, esclarece. “E eu, assim como elas, lidava profundamente com este mesmo conflito perante a minha história pessoal”, conta.

Foi dessa vasta pesquisa que o questionamento a respeito da criação e de seu papel na manifestação do amor surgiu e se transformou em arte. “O roteiro, portanto, vai narrando essa trajetória, a trajetória da invenção da vida, sem entrar em particularidades ou fatos. Entendo que a arte carrega em si essa potência. Freud afirma, em sua obra, que o poeta é como uma antena do mundo, costumando chegar antes do cientista à revelação de nossos conflitos”, diz.

O espetáculo se divide em quatro cenas: Denúncia, Fe-menino, o milagre e a invenção. Para Dude a poesia e a união com a música foram a melhor forma de tornar o pensamento psicanalítico mais acessível. Por isso, a curadoria do repertório buscou canções marcantes, que fizessem parte do repertório de vida de todos nós e com letras que falassem dessas sensações conflitantes, que despertem reflexões no espectador.