Autarquia e lideranças políticas locais repudiam a ofensiva paulista que tenta suspender os créditos fiscais do modelo ZFM assegurados pela Reforma Tributária.
A Superintendência da Zona Franca de Manaus, em conjunto com as principais lideranças políticas do Amazonas, estruturou uma forte reação institucional após a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo acionar o Poder Judiciário contra o modelo econômico da região Norte.
A federação paulista, contando com o suporte técnico da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica, ingressou com uma ação na Justiça Federal do Distrito Federal contestando pontos específicos da Lei Complementar nº 214/2025, que regulamentou a Reforma Tributária.
O objetivo do processo é suspender a concessão de créditos presumidos do Imposto sobre Bens e Serviços e da Contribuição sobre Bens e Serviços voltados ao Polo Industrial de Manaus.
Diante do ataque jurídico, a Suframa comunicou que atua em parceria direta com a Advocacia-Geral da União, que figura como o alvo principal da ação, para garantir o direito de defesa do parque fabril.
Em posicionamento oficial, a autarquia federal reafirmou total confiança nas bases constitucionais que dão suporte à Zona Franca, ressaltando o papel estratégico do modelo para a conservação ecológica da floresta, a integração das fronteiras e a manutenção do emprego de milhares de trabalhadores.
O senador Eduardo Braga, que atuou como relator da regulamentação da Reforma Tributária no Congresso Nacional, adiantou que participará de forma incisiva dos desdobramentos jurídicos. O parlamentar argumentou que a tese apresentada pela Fiesp ignora o ordenamento jurídico do país ao tentar reduzir o projeto amazônico a uma disputa fiscal comum entre estados.
Braga relembrou que a Zona Franca possui status de política constitucional de desenvolvimento e apontou uma contradição no discurso paulista, mencionando que o estado de São Paulo adota incentivos fiscais próprios de longa data para setores como a indústria farmacêutica.



