Roberto Cidade aponta falhas na gestão municipal enquanto Renato Júnior cobra apoio estadual para recuperação de ruas
Durante a solenidade de lançamento da Operação Cheia 2026, o governador Roberto Cidade respondeu de forma incisiva às recentes declarações do prefeito Renato Júnior sobre a necessidade de asfaltamento na capital. Cidade classificou o pedido de ajuda do prefeito como uma estratégia política desenhada para transferir ao Estado obrigações que pertencem exclusivamente à administração municipal.
O governador enfatizou que está no cargo de forma definitiva há apenas quatro dias e que não pode ser responsabilizado por problemas de infraestrutura que deveriam ter sido geridos pela prefeitura ao longo do tempo.
O embate ganhou contornos técnicos quando o governador apresentou números referentes aos repasses financeiros feitos à capital amazonense. De acordo com Roberto Cidade, o Governo do Amazonas destinou mais de 17 bilhões de reais à Prefeitura de Manaus desde o ano de 2019, somando as parcelas obrigatórias de impostos e convênios específicos para pavimentação que superam os 200 milhões de reais.
O chefe do executivo estadual afirmou que o Estado cumpre seu papel e sugeriu que a atual situação das vias públicas é resultado de uma carência de gestão por parte do município.
Por outro lado, o prefeito Renato Júnior manteve sua posição ao afirmar que tem atuado de forma diplomática e que sua intenção não é criar um conflito, mas buscar o bem-estar dos moradores da cidade. Ele rebateu os dados sobre os impostos ao sugerir que a capital contribui significativamente para a arrecadação estadual e que espera sensibilidade por parte do governador.
Embora Roberto Cidade tenha se mostrado aberto a uma conversa futura, ele reforçou que o diálogo só será produtivo se cada governante assumir o controle e as consequências de sua própria gestão administrativa.



