O déficit do primeiro trimestre é expressivamente maior que o do ano passado e a estatal planeja ações intensas para buscar a recuperação financeira até 2027.
Um balanço divulgado neste fim de semana revelou que os Correios acumularam um prejuízo de 3,1 bilhões de reais nos três primeiros meses de 2026. Esse valor representa um aumento de 82,35% em relação ao déficit do mesmo período do ano anterior, quando a empresa registrou perdas de 1,7 bilhão de reais.
O resultado atual confirma as projeções feitas em abril, que já indicavam um cenário negativo superior a três bilhões de reais para o início deste ano.
A crise financeira da companhia tem se agravado progressivamente. O último resultado positivo para um primeiro trimestre ocorreu em 2022, ocasião em que houve um lucro de 216,7 milhões de reais. Desde então, a empresa sofreu quedas contínuas na mesma época do ano, com perdas de 328 milhões de reais em 2023 e 801 milhões de reais em 2024. Em todo o ano de 2025, o rombo totalizou 8,5 bilhões de reais.
Segundo estimativas da própria estatal, a expectativa é que o balanço geral seja ainda pior até o encerramento de 2026. Para tentar reverter o desequilíbrio nas contas e voltar a operar com lucro somente em 2027, a diretoria estabeleceu um amplo projeto de reestruturação. O planejamento estratégico é focado na redução de despesas administrativas e com pessoal, na otimização de bens e na captação de dinheiro.
O pacote de ações para salvar a empresa envolve a busca por empréstimos elevados, a criação de um plano de demissão voluntária e mudanças nas regras do plano de saúde dos funcionários. Além disso, as medidas englobam o encerramento das atividades em agências que não geram lucro, a venda de propriedades e uma revisão minuciosa de todos os contratos vigentes.




