Corte de 14,2% reflete a estabilidade do petróleo internacional e pode evitar o encarecimento das passagens aéreas após meses de alta.
A partir do mês de junho, a Petrobras aplicará uma redução de 14,2% no valor médio do querosene de aviação comercializado para as distribuidoras. Essa mudança representa uma economia de R$ 0,93 por litro em comparação ao mês anterior.
Segundo a estatal, a medida foi motivada pela diminuição das tensões geopolíticas no Oriente Médio, cenário que acalmou o mercado internacional de petróleo e interrompeu uma sequência de aumentos iniciada no mês de março.
O combustível é um dos maiores pesos no orçamento das companhias aéreas, chegando a representar 45% dos custos operacionais, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas. Com a atual queda, o setor ganha fôlego financeiro, o que pode evitar novos reajustes no valor cobrado pelos voos comerciais.
Mesmo com o alívio mensal previsto em contrato, o insumo ainda acumula um expressivo encarecimento de 54,5% ao longo do ano de 2026, estando R$ 1,98 mais caro do que o registrado em dezembro do ano passado.
É importante notar que, embora o Brasil produza mais de 80% do querosene consumido internamente, os valores acompanham rigorosamente a flutuação do mercado global.
Para mitigar os impactos desse cenário volátil, o governo federal prorrogou até o fim de julho a isenção de impostos sobre a importação e a venda do querosene de aviação e do biodiesel. A ação faz parte de um pacote econômico de R$ 30,5 bilhões anunciado em abril.
O Ministério do Planejamento garantiu que esse custo será compensado por outras fontes de arrecadação, preservando assim as contas públicas do país.




