Crescimento econômico e alta do petróleo impulsionam a receita federal, que ultrapassa a marca de um trilhão de reais no primeiro quadrimestre.
O governo federal registrou uma marca histórica na arrecadação de impostos e contribuições durante o mês de abril, alcançando a expressiva soma de 278,8 bilhões de reais. Os dados divulgados na quinta-feira pela Receita Federal revelam que este é o melhor resultado financeiro para o período desde o ano de 1995.
Ao descontar a inflação, o montante representa um crescimento real de 7,82% em comparação ao mesmo mês do ano anterior.
O cenário positivo também se reflete no acumulado do primeiro quadrimestre. Entre os meses de janeiro e abril, a União arrecadou 1,05 trilhão de reais. Esse valor consolida uma alta real de 5,41% em relação à mesma época do ano passado, estabelecendo um novo recorde histórico para os quatro primeiros meses do ano.
Diversos fatores macroeconômicos explicam esse salto financeiro. O principal motor foi a arrecadação previdenciária, alavancada pela criação de novos postos de trabalho formal, que injetou 62,7 bilhões de reais nos cofres públicos.
O consumo aquecido da população também teve um papel fundamental, refletindo diretamente na alta de contribuições ligadas ao comércio. Além disso, a retomada da tributação sobre a folha de pagamentos e as mudanças no imposto sobre operações financeiras ajudaram a encorpar a receita.
O desempenho das empresas brasileiras foi igualmente decisivo. A soma das tributações sobre os lucros corporativos totalizou 64,8 bilhões de reais, evidenciando que as companhias registraram ganhos maiores e expandiram seus pagamentos ao fisco. No setor de investimentos, o imposto cobrado sobre rendimentos de capital registrou uma alta notável de 25,45%, somando 13,2 bilhões de reais.
Esse crescimento ocorreu devido à maior tributação sobre a renda fixa e ao aumento expressivo nos mecanismos usados pelas empresas para remunerar seus acionistas.




