A moeda norte-americana e a bolsa brasileira reagem à suspensão de ataques dos Estados Unidos ao Irã e às mudanças nas pesquisas eleitorais envolvendo o cenário político nacional.
O principal índice da bolsa de valores brasileira iniciou esta terça-feira com um forte recuo. O Ibovespa registrou uma queda de 1,45%, atingindo a marca de 174.401 pontos.
Esse movimento reflete uma postura de grande cautela dos investidores em âmbito global. Em contrapartida, o dólar operou em alta de 0,91% na parte da manhã, sendo cotado a R$ 5,0434. No dia anterior, a moeda estrangeira havia fechado em queda de 1,37%, valendo R$ 4,9980, enquanto a bolsa registrou um leve tropeço de 0,17%, parando nos 176.976 pontos.
No cenário internacional, o mercado de petróleo tem oscilado bastante por conta das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O barril do tipo Brent sofreu uma queda de 1,42%, cotado a US$ 110,51, enquanto o WTI apresentou alta de 0,82%, chegando a US$ 103,52.
Esse comportamento ocorreu logo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar uma suspensão de dez dias no ataque planejado contra o Irã. O líder norte-americano afirmou que existe uma possibilidade real de firmar um acordo nuclear com Teerã, atendendo a pedidos de aliados como o Catar, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos.
Apesar da pausa nas ofensivas, as tropas americanas seguem preparadas para agir caso as conversas diplomáticas fracassem. O impasse principal envolve o controle do Estreito de Ormuz, uma rota comercial vital para o mundo, e o programa nuclear iraniano.
Em resposta, as autoridades de Teerã garantiram que suas forças militares estão em alerta máximo para reagir a qualquer investida. Todo esse conflito tem gerado um desgaste político expressivo para Trump, que enfrenta uma queda em sua aprovação popular devido aos impactos econômicos da guerra e ao medo generalizado da população americana.
Enquanto isso, no Brasil, os investidores acompanham de perto as movimentações políticas e seus impactos na economia. Uma nova pesquisa da AtlasIntel revelou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliou sua vantagem contra o senador Flávio Bolsonaro em uma eventual disputa de segundo turno.



