Banco anuncia resultados operacionais do trimestre e planeja liberar uso do FGTS para liquidação de débitos a partir do dia 25 de maio
A Caixa Econômica Federal alcançou a marca de 820 milhões de reais em dívidas renegociadas nos primeiros dias da nova fase do programa Desenrola Brasil. A informação foi confirmada pelo presidente da instituição, Carlos Vieira, durante a apresentação do balanço trimestral do banco realizada nesta sexta-feira, 15 de maio.
O programa, reformulado pelo governo federal no início do mês, visa facilitar a recuperação de crédito para famílias, estudantes e microempreendedores, oferecendo condições facilitadas como juros baixos e abatimentos que podem chegar a 90% do valor devido.
Um dos pontos de destaque na estratégia de saneamento de dívidas é a inclusão do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço para o pagamento dos débitos. Embora essa modalidade ainda não tenha sido aplicada nas operações realizadas até agora, a diretoria da Caixa estabeleceu o dia 25 de maio como a data oficial para o início do uso do FGTS no programa.
O anúncio reforça a expectativa do Ministério da Fazenda de que a iniciativa supere rapidamente a cifra de 1 bilhão de reais em volume total de dívidas regularizadas em todo o país.
No âmbito financeiro, a Caixa reportou um lucro líquido recorrente de 3,5 bilhões de reais no primeiro trimestre, o que representa um recuo de 34,4% na comparação com o ano anterior. Esse desempenho foi diretamente influenciado por um aumento expressivo nas reservas destinadas a cobrir possíveis calotes, seguindo novas normas regulatórias de gestão de risco estabelecidas pelo Banco Central.
A inadimplência geral do banco fixou-se em 3,71%, patamar considerado sob controle pela gestão, embora o setor agrícola ainda exija um monitoramento mais rigoroso devido a incertezas específicas do segmento.
Além dos dados financeiros, a instituição detalhou planos de investimentos em segurança digital. O banco registrou perdas de 20 milhões de reais no último ano devido a fraudes cibernéticas no aplicativo Caixa Tem, o que motivou a decisão de aportar 5,9 bilhões de reais em tecnologia ao longo de 2026.



