Mesmo classificada como de baixa magnitude, a subida das águas acende o alerta para moradores de áreas ribeirinhas e exige medidas preventivas na capital.
O nível do Rio Negro ultrapassou oficialmente a marca de inundação na capital amazonense nesta quinta, dia 21 de maio. A medição oficial realizada pelo Porto de Manaus registrou a cota de 27,52 metros. Esse número representa um aumento de quatro centímetros nas últimas vinte e quatro horas, considerando que na quarta as águas estavam na casa dos 27,48 metros.
Com essa elevação contínua, o rio superou em dois centímetros o limite de 27,50 metros, que é o parâmetro técnico utilizado para decretar a situação de inundação na cidade.
Esse avanço já era aguardado pelos pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil. Durante a divulgação do segundo Alerta de Cheias do Amazonas, ocorrida no final do mês de abril, a entidade havia sinalizado uma chance elevada de o rio cruzar a cota de segurança tanto em Manaus quanto no município vizinho de Manacapuru.
Apesar da confirmação do transbordamento, os especialistas classificam o evento deste ano como uma cheia de baixa magnitude. As projeções matemáticas apontam que o rio deve atingir um pico aproximado de 28,23 metros neste ciclo, com possibilidade de variação entre 27,69 e 28,76 metros.
Com o rio avançando sobre as margens, o poder público reforça a atenção para as áreas mais baixas do município, especialmente nas regiões de várzea. O cenário atual demanda o início imediato de ações de contingência, que englobam a montagem de pontes provisórias de madeira e a eventual transferência de famílias que habitam zonas de risco.
Historicamente, os bairros banhados por igarapés e as comunidades localizadas nas margens do rio sofrem os maiores prejuízos durante esse período. Para atualizar o panorama logístico e climático da região, o Serviço Geológico do Brasil publicará um novo boletim informativo na próxima sexta, dia 29 de maio, detalhando o comportamento esperado para as bacias hidrográficas locais.




