Chapa formada com a advogada Juliana Frota foca na defesa dos trabalhadores e propõe a estatização de setores estratégicos do estado.
O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado anunciou o nome de Gilberto Vasconcelos para concorrer ao Governo do Amazonas nas eleições de 2026. A legenda tem o objetivo de apresentar uma via política totalmente independente e voltada para as necessidades da classe trabalhadora, da juventude e da população de baixa renda.
Gilberto, de 59 anos, é formado em Letras pela Universidade Federal do Amazonas e trabalha como professor municipal. Casado e pai de uma jovem, ele atua na coordenação da Central Sindical e Popular.
O candidato possui um longo histórico de envolvimento em movimentos sociais, liderando mobilizações na área da educação e nos Correios, além de apoiar ativamente a causa dos petroleiros e lutar contra reformas trabalhistas. Nas urnas, ele já disputou as vagas de vice, vereador e prefeito.
O posto de vice na chapa será ocupado por Juliana Frota, de 34 anos. Formada em Direito pela Universidade do Estado do Amazonas e atual servidora do Tribunal de Justiça, ela iniciou sua trajetória militante ainda na adolescência. Mãe de uma menina, Juliana integra o movimento Mulheres em Luta e trabalha de forma ativa na frente estadual que exige o fim da jornada semanal de seis dias trabalhados para um de descanso.
A principal pauta da campanha foca no combate à desigualdade social amazonense. Gilberto argumenta que as riquezas bilionárias geradas anualmente no Polo Industrial de Manaus não retornam em qualidade de vida para a população, pois são remetidas diretamente para as sedes das multinacionais.
Para reverter esse cenário, o partido propõe um enfrentamento direto aos grandes grupos econômicos e aos latifundiários da região.
O plano de governo do partido repudia a mercantilização da natureza e se posiciona contra a privatização do Rio Madeira e a concessão de florestas para empresas privadas. O projeto defende a demarcação de terras indígenas, a proteção de territórios quilombolas, a reforma agrária, o fortalecimento de pequenos produtores e o fim da violência policial.




