Ação integrada mobiliza polícias, amplia rondas fluviais no interior e reforça a rede de acolhimento para combater a violência doméstica.
O governador Roberto Cidade lançou nesta terça-feira a Operação Mulher Segura. O projeto visa intensificar a repressão e a prevenção aos crimes de gênero em todo o Amazonas. A mobilização fortalece a estrutura estadual existente, que já dispõe de delegacias especializadas, plantões de atendimento ininterrupto, monitoramento da Ronda Maria da Penha e serviços de assistência social e psicológica.
Durante o anúncio, o chefe do Executivo ressaltou seu compromisso pessoal com a segurança feminina e lembrou de sua contribuição política na criação da Procuradoria da Mulher, garantindo total empenho governamental no combate aos agressores. A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Segurança Pública em parceria com o Ministério da Justiça, unindo as polícias Civil e Militar para um trabalho ostensivo e integrado com toda a rede de proteção.
As ações da operação vão muito além do policiamento nas ruas. O planejamento inclui palestras de conscientização nas escolas, campanhas educativas e a fiscalização rigorosa do cumprimento de medidas protetivas de urgência.
A titular da Delegacia da Mulher da zona Centro-Sul, Patrícia Leão, destacou que as equipes visitarão diversas cidades amazonenses e marcarão presença de forma inédita no Festival de Parintins. O objetivo central é encorajar as vítimas a confiarem no sistema de justiça e buscarem ajuda por meio dos canais oficiais.
A assistência às moradoras do interior também receberá atenção especial. O monitoramento da Ronda Maria da Penha continuará utilizando lanchas para socorrer comunidades ribeirinhas e áreas isoladas em cidades como Itacoatiara, Manacapuru, Tefé e Tabatinga.
A major Clésia Franciane, comandante do programa, adiantou que o treinamento de novos agentes será levado para mais de quinze municípios, ampliando a capilaridade da defesa feminina.
Toda a frente policial atua em conjunto com os centros de acolhimento mantidos pelo Estado, responsáveis por atender mais de 74 mil vítimas ao longo dos últimos anos. Embora o Amazonas tenha alcançado a menor taxa de feminicídio do Brasil no ano passado, as notificações de violência doméstica subiram nos primeiros meses deste ano.




