Transporte coletivo funcionará normalmente nesta sexta-feira após intervenção da Prefeitura, que garantiu a retomada das negociações entre rodoviários e empresários.
A paralisação do transporte público que estava agendada para esta sexta-feira na capital amazonense foi oficialmente cancelada. A decisão de suspender o movimento ocorreu após uma mediação bem-sucedida liderada pela Prefeitura de Manaus, sob a coordenação do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana.
Com a suspensão do protesto, a frota operará de forma regular ao longo do dia, assegurando o deslocamento de toda a população. O compromisso de voltar à mesa de discussões foi firmado entre o setor patronal, representado pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas, e a categoria dos trabalhadores, vinculada ao Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano e Rodoviário de Manaus e Região Metropolitana.
O Instituto Municipal de Mobilidade Urbana confirmou que continuará atuando como mediador nas próximas reuniões e seguirá fiscalizando o serviço nas ruas para evitar qualquer transtorno aos passageiros enquanto o acordo final não é selado.
Antes da suspensão da greve, o cenário jurídico já previa medidas rigorosas para tentar minimizar os impactos na cidade. O Tribunal Regional do Trabalho da Décima Primeira Região havia emitido uma decisão na quinta-feira obrigando a manutenção de oitenta por cento dos ônibus circulando nos horários de maior movimento, que ocorrem das seis às nove da manhã e das dezessete às vinte horas.
Para os períodos com menor fluxo de usuários, a determinação judicial exigia que metade da frota estivesse nas ruas.
A motivação principal do conflito trabalhista envolve questões salariais e a preservação de postos de trabalho. Os rodoviários exigem um reajuste de doze por cento em seus pagamentos, somado à exigência de que a função de cobrador seja mantida dentro dos coletivos da capital.
Em contrapartida, as companhias de transporte apresentaram uma contraproposta indicando a possibilidade de conceder um aumento de apenas quatro vírgula onze por cento, tornando fundamental a continuidade do diálogo para que ambos os lados alcancem um consenso definitivo.




