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Dinheiro esquecido em bancos chega a R$ 5,8 bilhões em agosto

Quase 24 milhões de brasileiros têm valores disponíveis para resgate, segundo o Banco Central; empresas também podem consultar os recursos.

O Banco Central informou nesta terça-feira (13) que R$ 5,79 bilhões continuam disponíveis para resgate em bancos e outras instituições financeiras. Os dados, referentes a agosto de 2026, apontam que 23,94 milhões de pessoas físicas têm R$ 4,31 bilhões a receber, enquanto 2,36 milhões de empresas somam R$ 1,48 bilhão.

O montante representa um aumento de 2,6% em relação aos R$ 5,65 bilhões registrados em julho. Os valores podem ser consultados gratuitamente pelo Sistema Valores a Receber (SVR), que reúne recursos não resgatados, como saldos de contas encerradas, cobranças indevidas e dinheiro de consórcios finalizados.

Os bancos concentram a maior parcela dos recursos, com R$ 2,46 bilhões, seguidos pelas administradoras de consórcios, com R$ 1,97 bilhão, e pelas cooperativas de crédito, com R$ 805,6 milhões. A maioria dos beneficiários tem pequenas quantias a receber: 69,4% dos valores são de até R$ 10, enquanto 2,21% dos beneficiários têm mais de R$ 1 mil disponíveis.

Para consultar, é necessário acessar o site oficial do Sistema Valores a Receber, informar os dados solicitados e, quando exigido para o resgate, entrar com uma conta Gov.br de nível prata ou ouro. Caso a devolução por Pix esteja disponível, o prazo informado pelo serviço é de até 12 dias úteis. Quem não possui chave Pix deve procurar a instituição financeira responsável para verificar outras formas de recebimento.

No caso de titulares falecidos, a consulta e a solicitação podem ser realizadas por herdeiros, testamentários, inventariantes ou representantes legais, conforme as exigências aplicáveis. O Banco Central alerta que o serviço é gratuito e não solicita pagamentos antecipados, senhas ou códigos por telefone ou mensagens. A recomendação é utilizar apenas os canais oficiais para evitar golpes.

Parte dos recursos esquecidos também foi destinada ao Desenrola 2.0, programa federal de renegociação de dívidas. No fim de maio, cerca de R$ 5,7 bilhões foram transferidos para o Fundo de Garantia de Operações (FGO), que oferece garantias às instituições financeiras em operações de crédito. Segundo o governo, 10% do saldo transferido ficariam reservados para atender a eventuais pedidos de resgate. A operação é investigada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que apura o uso de recursos em programas federais fora do Orçamento da União e seus possíveis impactos sobre os limites fiscais.

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