Banco Central decreta liquidação extrajudicial da cooperativa Creditag

Banco Central decreta liquidação extrajudicial da cooperativa Creditag
Medida foi motivada por graves violações às normas do Sistema Financeiro Nacional e comprometimento da situação patrimonial da entidade

O Banco Central do Brasil (BC) formalizou a liquidação extrajudicial da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Associados da Região Central de Rondônia (Creditag). A decisão, publicada nesta quinta-feira (16), foi fundamentada na identificação de infrações graves às normas legais que regem o funcionamento das instituições financeiras, além de uma deterioração irreversível da situação econômica da cooperativa.

Com a medida, as atividades da entidade ficam suspensas e os bens dos administradores e ex-administradores permanecem indisponíveis até a apuração final das responsabilidades.

Garantias aos depositantes e o papel do FGCoop

Em decorrência da liquidação, os depósitos mantidos pelos associados na Creditag passam a contar com a cobertura do Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop). Seguindo as regras do sistema, o fundo garante o reembolso de depósitos e créditos em até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.

O processo de pagamento aos credores será organizado pelo liquidante nomeado pelo Banco Central, que deverá consolidar a lista de beneficiários e coordenar os prazos para o ressarcimento dos valores, visando minimizar o impacto financeiro aos cooperados da região.

Fiscalização e estabilidade do setor cooperativista

A intervenção do Banco Central reflete o rigor da autoridade monetária na manutenção da solidez do Sistema Financeiro Nacional. A liquidação extrajudicial é um mecanismo de proteção para evitar que fragilidades em instituições isoladas comprometam a confiança no modelo cooperativista como um todo.

A partir de agora, o liquidante conduzirá o levantamento de ativos e passivos da Creditag, avaliando a viabilidade de alienação de carteiras ou outros procedimentos necessários para o encerramento ordenado da instituição, enquanto os órgãos de fiscalização aprofundam as investigações sobre as causas da insolvência.

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