Wilker pede a governador que confesse seus pecados ao Papa Francisco

O líder da oposição na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado estadual Wilker Barreto (Podemos), afirmou nesta terça-feira (29), durante a Sessão Plenária, que o governador do Estado, Wilson Lima, deveria “se confessar ao Papa Francisco pelo mal que fez pelo Amazonas nos últimos dez meses”. A crítica do parlamentar se baseia na visita do Executivo à cidade do Vaticano, em Roma.

Em seu discurso, Wilker criticou a falta de sensibilidade por parte do atual governador e sugeriu a Lima confessar os “pecados” cometidos na administração do Estado, que entre eles estão os quatro meses de salários dos terceirizados da saúde, o pagamento do salário de dezembro dos servidores públicos apenas para janeiro de 2020, a falta de remédios e as mortes nas unidades de saúde da capital.

“O governador foi ao Vaticano, se ele não se confessou com o Papa, não valeu a pena ainda. Porque ele deveria ter se confessado, pedindo perdão pelo mal que fez ao Amazonas nos últimos dez meses. Pelas vidas ceifadas na saúde por falta de investimento. Não é justo que um pai de família passe um Natal sem sua ceia, sem poder presentear o seu filho, a sua esposa, o seu marido. Estamos falando de mais de 6 mil famílias que precisam de uma definição. O governo se comporta como se fosse um governo de excelência e não é”, afirmou.

O parlamentar ressaltou ainda que a reforma administrativa feita pelo Governo é vergonhosa e que vai formalizar uma representação contra a empresa consultora responsável pelo ato do governo.

“A reforma administrativa é uma vergonha. A de Wilson Lima vai trazer uma economia de R$ 5 milhões por ano. Enquanto isso, a revista Veja mostra que em Santa Catarina a reforma administrativa e uma revisão de contratos vai gerir R$ 1 bilhão em economia. Vou representar contra esta empresa para que ela devolva o dinheiro para os cofres públicos, uma consultoria que cobra R$ 4 milhões e entrega R$ 5 milhões não tem capacidade técnica para fazer consultoria”, ponderou Barreto.

Ainda na tribuna, Wilker pediu que a liderança da base do Governo trate de definir o cronograma de pagamentos dos terceirizados da saúde. “Faço um apelo à liderança do governo que precisamos urgentemente definir a data da reunião do pagamento dos terceirizados da saúde como os enfermeiros, os técnicos de enfermagem, e acreditem, os maqueiros, os serviços gerais.

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