Wilker faz alerta para risco de greve nos hospitais, após Governo ignorar terceirizados da saúde

Cansados de cobrar uma solução para o atraso de quatro meses de salários, mais de 100 profissionais terceirizados da saúde lotaram a galeria da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), nesta quarta-feira (06), para reivindicar do Governo do Amazonas um cronograma de pagamentos dos vencimentos. Na última terça-feira (5), a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) cancelou a reunião que iria definir o pagamento dos servidores.

Após reunião, no auditório da Casa, com os representantes terceirizados, o deputado estadual Wilker Barreto (Podemos) alertou que uma possível greve da categoria poderá levar a paralisação de 70% dos serviços nas unidades de saúde, podendo causar mais mortes no Estado.

“Faço um apelo para que o Governo não seja insensível e mostre que realmente se importa com seu povo. Até agora não entendi o porquê do cancelamento da reunião com a Sefaz e a Susam, até porque não existe nada pior e mais grave do que a ameaça de parar a saúde no Amazonas. São quatro meses sem salários. O Sindicato vai parar, vai ter greve. É uma tragédia anunciada”, ponderou Wilker.

 O Líder da Minoria ressaltou, ainda, que o colapso na saúde que o Estado enfrenta atualmente ficou pior na gestão de Wilson Lima e reforçou que, além do atraso de salários dos terceirizados, acumula vários problemas como falta de insumos e medicamentos nas unidades hospitalares.

“O problema dos salários não faz parte das dívidas passadas, é de um exercício corrente que arrecada R$ 19 bilhões. É uma questão humanitária, é a falta de sensibilidade e compaixão do Governo pelo povo do Amazonas. São quase cinco meses de salários atrasados numa gestão de dez meses, é lamentável”, disse Barreto.

Solução rápida


No encontro, que contou com a presença da líder do governo, deputada estadual Joana D’arc (PR) e do parlamentar de oposição, Dermilson Chagas (PP), Wilker solicitou que o Executivo agende, em caráter de urgência, um novo encontro entre a Susam, Fazenda, cooperativas de saúde e terceirizados para resolver o problema o mais rápido possível.

“É preciso que seja feita uma reunião para chegar a um acordo entre as partes e resolver logo o problema. É preciso que o Executivo tome a decisão firme de acabar com essa indefinição e garanta o Natal e o Ano novo de seis mil trabalhadores”, disse o parlamentar, sugerindo ainda uma nova forma de pagamento para os terceirizados:

“O Governo pode até manter as datas de 27 de novembro e 27 de dezembro para fazer o pagamento (apesar desse período não ser oficial por parte do Executivo) desde que as empresas comecem a pagar na segunda quinzena deste mês ou começo de dezembro, até o dia 15. Isso sem falar do décimo até o dia 20 de dezembro”, sugeriu.

Indicativo de greve

O diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado do Amazonas (Sindpriv), José Picanço, anunciou que a paralisação vai envolver 70% dos profissionais na saúde pública.  “Se o Governo não resolver a questão dos nossos pagamentos, vamos lançar o edital para todos os jornais e órgãos competentes e paralisar 70% do atendimento nos próximos dias. Chega, é muita humilhação”, avisou o diretor.

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