STF adia julgamento sobre liberdade de Lula

O Supremo Tribunal Federal adiou a retomada do julgamento de um pedido de liberdade do ex-presidente Lula. A sessão estava prevista para esta terça-feira (25), na Segunda-Turma do STF.

Os ministros Edson Fachin e Cármen Lúcia já votaram contra o habeas corpus do ex-presidente. Já o ministro Gilmar Mendes havia pedido mais tempo para analisar o caso. 

A defesa alega que o então juiz do processo, Sérgio Moro, não foi imparcial ao condenar Lula no caso do tríplex do Guarujá. 

Nesta terça-feira (25), a ministra Cármen Lúcia passará a presidir a Segunda-Turma – e é o presidente do colegiado o responsável por decidir o que será julgado. Por isso, no início da tarde desta segunda-feira (24), ela retirou da pauta de julgamentos este e outro pedido de liberdade do ex-presidente. Pouco antes, a defesa de Lula havia pedido prioridade na análise do habeas corpus, já que ele está preso. 

No último dia 10, em meio à revelação das conversas atribuídas a Sérgio Moro, o ministro Gilmar Mendes devolveu o caso para julgamento. Como esta é a última semana antes do recesso judiciário, o habeas corpus só deverá ser analisado no segundo semestre. 

Ainda nesta segunda-feira (24), em carta ao ex-ministro Celso Amorim, Lula comentou os diálogos atribuídos a Moro. Ele descreveu que “era um juiz que tinha lado, o lado da acusação”. 

Sérgio Moro, que está em viagem oficial aos Estados Unidos, cancelou a ida à Câmara dos Deputados marcada para esta quarta-feira (26). Uma nova data ainda não foi definida. 

Em um áudio enviado a integrantes do Movimento Brasil Livre, o MBL, o ministro pediu desculpas por tê-los chamado de “tontos” em uma das conversas vazadas. “Consta ali um termo que, não sei se usei mesmo, acredito que não, pode ter sido adulterado. Mas, queria dizer assim, pedir minhas escusas se eu eventualmente utilizei”, esclareceu. 

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