Sérgio Moro se sente incomodado com perguntas sobre “vazamento”

Durante abertura da reunião ordinária do Conselho Nacional de Secretários de Justiça e Direitos Humanos (Comsej), na manhã desta segunda-feira (10), em Manaus, o Ministro da Justiça, Sergio Moro, disse que não viu nada de mais no vazamento das mensagens de seu celular, e que viu sim um ato de um invasão criminosa de celulares de procuradores federais que atuaram na “Operação Lava Jato”.

Em menos de quatro minutos de entrevista coletiva à imprensa, Sérgio Moro negou que tivesse dado qualquer orientação a procuradores federais e delegados federais conforme mostrado no conteúdo do vazamento feito pelo site “Intercept”.

Moro disse também que não podia assegurar serem autênticas tais mensagens por já ter decorrido bastante tempo desde que a operação Lava Jato começou. Ele respondeu ainda não possuir mais os registros dessas mensagens em seu celular: “Agora pelo que vi ali não ter orientação nenhuma”, afirmou.

O Ministro da Justiça considerou normal juízes conversarem com procuradores, de juízes conversarem com advogados e com policiais durante investigações e operações da proporção da Lava Jato.

Em outro questionamento, Moro considerou ser perfeitamente normal trocar fases de operações como as ocorridas na operação Lava Jato.

O próprio Ministro procurou interromper as perguntas feitas pelos repórteres sobre o vazamento e disse que tinha vindo a Manaus para falar das medidas do sistema prisional. Após responder a uma única uma pergunta sobre a crise prisional, se despediu e deixou a coletiva.

Foto: Joel Arthus

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