Seminf gasta R$ 90 milhões em 110 dias; população reclama das péssimas condições das ruas

A Prefeitura de Manaus gastou mais de R$ 110 milhões, este ano, com serviços, materiais e locação de equipamentos/veículos pesados, usados em obras de drenagem, recuperação, revitalização e recapeamento das ruas, na área urbana da capital. Apesar do investimento milionário, moradores reclamam da infraestrutura viária.

O montante é a somatória dos empenhos pagos às empresas, no período de 20 de fevereiro a 20 de maio, deste ano, segundo a relação de despesas registradas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), no Portal Transparência.  Em janeiro, não houve pagamentos substanciais.

Comandada pelo engenheiro e arquiteto Kelton de Aguiar Silva, a Seminf computou um total de R$ 109.228.909,93 pagos a construtoras, escritórios de engenharia, locadoras de equipamentos e usinas de asfalto, de fevereiro a maio.  

Somando-se aos empenhos de até R$ 50 mil, no mesmo período, o valor total despendido em obras viárias pela Seminf ultrapassa a R$ 110 milhões, no período  defevereiro a maio. Nesse mesmo intervalo, a Secretaria de Infraestrutura consumiu um total de R$ 147 milhões em recursos públicos, incluindo folhas de pagamento e outras despesas administrativas e operacionais.

No cálculo das despesas com obras nas ruas, este ano, não foram considerados, os “reconhecimentos de dívidas antigas”, que em alguns casos ultrapassaram a R$ 2 milhões.

Chamou a atenção as despesas específicas com locação de máquinas, equipamentos e veículos pesados, que representaram mais de 30% dos gastos com obras de recuperação e recapeamento de ruas.

Dos R$ 110 milhões, pelo menos R$ 30 milhões foram destinados a esse tipo de serviço. A empresa que mais recebeu por aluguel de equipamentos e veículos pesados foi a Terra Sólida Ltda.

Repasses às empresas

Abaixo, os principais pagamentos efetuados às empresas por obras nas ruas de Manaus, no período de fevereiro a maio, até o dia 20, segundo dados do Portal Transparência.

Falta transparência

Apesar da publicação dos valores, nomes das empresas e serviços, o Portal Transparência não informa, na maioria das vezes, quais as ruas e/ou logradouros públicos foram contemplados com os valores pagos.

Em mais de 80% dos casos, as notas fiscais trazem informações vagas das obras, como o documento registrado pela Construtora Soma, que, em abril, citou o seu serviço na nota, como: “revitalização e recapeamento asfáltico em diversas ruas de Manaus”.

A falta de informação detalhada no Portal Transferência da Seminf foi comentada pelo engenheiro civil Marcos Gonçalves Almeida. “Sem os dados das ruas ou logradouros contemplados nas notas fiscais, o cidadão tem dificuldade de fiscalizar a saída do dinheiro, o que fica muito obscuro”, afirmou Marcos.

População reclama

Diariamente, o Portal Amazonas1 recebe pelo menos dez mensagens de internautas que pedem por obras nos bairros, tendo como pauta a falta de infraestrutura nas ruas de Manaus. Os moradores de áreas periféricas são os que mais reclamam de serem os últimos contemplados.

 

Requalificação viária

A Prefeitura de Manaus iniciou, no último dia 13 de maio, a primeira etapa do programa de Requalificação Urbana e Viária, o “Requalifica”, que levará obras de recapeamento para 168 vias, em todas zonas da cidade. O lançamento do programa que integra um pacote de obras em comemoração aos 350 anos de Manaus.

Nessa primeira fase, o programa de obras viárias para 2019 foi dividido em quatro lotes pela Secretaria Municipal de Infraestrutura, referente às quatro macrozonas da cidade e que seus recursos, na ordem de quase R$ 51 milhões, estão garantidos no caixa do município, oriundos de uma operação de crédito junto ao Banco do Brasil.  O programa deverá alcançar ao menos 90 quilômetros de completa requalificação da malha viária, ao completar o total de 168 vias.

Nesta segunda-feira, 20, a prefeitura anunciou no auditório da Superintendência da Zona Franca de Manaus. (Suframa), que as obras de recapeamento e manutenção das ruas do Distrito Industrial foram iniciadas. Os serviços foram divididos em três lotes, dois deles licitados e aprovados pelas equipes técnicas da prefeitura e da Suframa. Dos R$ 150 milhões em recursos garantidos pelo Tesouro Nacional, as obras estão estimadas em R$ 136 milhões.

 Fonte: Agência Am1

 

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