Prostituição como Profissão – Por Rachel Sheherazade

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Entrará em pauta, na Câmara dos Deputados, o projeto de lei que regulamenta a prostituição como profissão.

A proposta do deputado Jean Wyllys do PSOL garante aposentadoria às chamadas “profissionais do sexo” e legaliza as casas de prostituição, desde que nelas não se exerça exploração sexual.

Paradoxal… Até onde se sabe, prostíbulos, cafetinas e cafetões vivem da… exploração sexual. Ganham a vida, intermediando sexo pago entre pessoas, o que, hoje, configura crime passível de cadeia.

Mas, Wyllys quer que as prostitutas tenham “dignidade” e acha que lhes dará “dignidade” se conferir à prostituição o status de profissão. Em seu projeto, o ex-BBB romanceia a prostituição, como se ela fosse uma opção, como se a exploração sexual não fosse uma agressão e uma indignidade contra a mulher, sua alma, seu corpo.

Quantas escolheriam a difícil vida fácil, se tivessem outra alternativa? Sem estudos ou profissionalização, o que restará a essas mulheres senão o mais humilhante dos serviços?

Razão dou à feminista Nalu Faria. Para ela, o projeto de Wyllys falseia e distorce a realidade da prostituição, e não passa de um meio de suprir a necessidade da indústria sexual, que utiliza o corpo das mulheres para faturar altos montantes.

Para ela, há uma diferença entre vender a força de trabalho e a apropriação do corpo, que o deputado insiste em ignorar. Nalu sustenta que a prostituição é um mecanismo histórico de coerção que precisa ser combatido.

Ao legalizar a cafetinagem, diz a sensata feminista, legitimamos o sistema de exploração sexual, mantendo as mulheres como objetos e não como cidadãs, com direito a ter direitos.

 

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