Presidente da Amazon representará contra o presidente do TJAM no CNJ

Durante coletiva de imprensa, realizada na tarte desta sexta-feira, o presidente da Associação dos Magistrados do Amazonas (AMAZON), juiz Cássio André Borges dos Santos, informou que representará contra o presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), desembargador Yedo Simões, no Conselho Nacional de Justiça( CNJ), por abuso de autoridade.
De acordo com o magistrado, durante reunião para tratar da migração da folha de aposentados e pensionistas do Judiciário para o Fundo Previdenciário do Estado do Amazonas (Amazonprev), entre a presidência do Tribunal e os juízes aposentados, na manhã desta sexta-feira, houve discussão entre ele o desembargador Yedo Simões. Apesar de representar os aposentados, a AMAZON não foi convidada à reunião, mas o presidente da Associação decidiu comparecer. “Somos a representação dos aposentados e tínhamos que ir para defendê-los”, avaliou.
O presidente da AMAZON afirmou que foi citado várias vezes, durante intervenção do presidente do Tribunal, entretanto não pôde se manifestar, pois sua fala foi cerceada pelo desembargador. “Ouvi em muitos momentos críticas dirigidas a mim, por parte do desembargador, e quando pedi a palavra para expor minha opinião, algo natural no debate democrático, tive a palavra cerceada pelo presidente do Tribunal. Então, num determinado momento, me chamou de mentiroso e retruquei que mentiroso era ele”, informou Borges.
Ainda segundo o presidente da Associação, em seguida o presidente do TJAM ameaçou retirá-lo da sala. “Ele disse que se não me comportasse, me retiraria do recinto e me expulsaria da reunião, ocasião em que vários policiais adentraram a sala do Pleno. Nem no tempo da Ditadura Militar, quando era estudante, presenciei algo assim. Um completo absurdo e abuso de autoridade para me intimidar”, disse incrédulo.
Cássio Borges explicou ter sido intimidado também ao ser filmado por um assessor, presente. “Tenho direito a preservação da minha imagem. Se fosse uma filmagem pública do Tribunal, era uma coisa, mas não se tratava disso. Era outro meio de intimidação também. Havia um assessor, um cargo de confiança, simplesmente me filmando com o celular”, declarou.
O magistrado afirmou ainda ter se retratado junto ao desembargador. “Me retratei, pedi desculpas, mas ele não fez o mesmo”, assegurou. “Então pelo respeito à magistratura, porque nenhum juiz pode ser intimidado, ainda mais nas dependências do Tribunal, representarei contra o presidente Yedo Simões de Oliveira, no Conselho Nacional de Justiça, por abuso de autoridade no recinto do Tribunal de Justiça do Amazonas”, assegurou.
O representante dos magistrados do Amazonas adiantou ainda, que vai apresentar um pedido de reconsideração ao CNJ quanto à decisão que autoriza que servidores inativos do TJAM migrem à Amazonprev. “Vou buscar também outras medidas judiciais, porém por uma questão de estratégia, prefiro não adiantar ainda”, finalizou Cássio Borges.

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